quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Queer Lisboa 13

Setembro é mês de Queer Lisboa. Este ano só consegui ir a uma sessão dupla.

"The Amazing Truth About Queen Raquela" e "Greek Pete" foram os filmes escolhidos - o primeiro, baseado em factos reais; o segundo, um documentário. Ambos retratando pessoas com linhas de vida traçadas à margem do que a sociedade permiter ver, à luz do dia. Raquela, uma transsexual; Pete, um prostituto.

Ambos os filmes mostram realidades desprovidas de encanto: o mercado do sexo, as perversões dos que compram, a inocência perdida dos que vendem. Ambos os protagonistas vão atrás de um sonho: ela, de ir a Paris; ele, de ser o melhor na sua profissão, para que um dia consiga comprar uma boa casa.


Na minha opinião, ambos os filmes poderiam ter sido mais cativantes na narração. E confesso que saí da sessão dupla com uma sensação de vazio...

O barco, o vento e o ritmo

A proposta tinho sido feita há uns tempos e nem pensei duas vezes, antes de aceitar: passar a manhã de Sábado com os amigos, a bordo de um veleiro, com partida na Marina de Cascais? Mas claro que sim!

E este não foi apenas um passeio de barco. Foi muito mais que isso.

A manhã estava perfeita, soalheira e fresca q.b.. No cais, esperava-nos um antigo veleiro, agora recuperado. Enquanto o navio fazia a largada, içava-se a vela (com a ajuda de alguns voluntários, incluindo o Piriquito). Ali estava: a vela portuguesa, outrora pioneira, ponto de partida para um grandioso capítulo em tempos vivido.
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E lá fomos nós, ouvindo o comandante a partilhar episódios da sua vida no mar, quando um "dia de trabalho" durava 7 meses em alto-mar e o peixe era conservado em espessas camadas de sal. Histórias de naufrágios e sobrevivência - e de como a morte e a vida passam a ter uma nova dimensão. «Amo o mar, mais do que a minha própria família», disse o lobo-do-mar. O mar como ar que se respira e que, só então, nos deixa experienciar tudo o resto - incluindo o amor.

A dada altura, findas as histórias, era isto que tínhamos: nós, o mar e o vento. O vento a determinar a velocidade, o mar a ocupar o som e a imagem. Nada mais. Percorremos uma pequeníssima extensão de costa, durante aquela hora e meia. Mas pus o pé de volta à terra com a sensação de ter viajado o espaço eterno do aqui e agora. Tínhamos fome e decidimos almoçar por ali. E levámos uma eternidade a percorrer a distância do cais à zona de restauração - um percurso que dura escassos minutos, ao nosso ritmo "normal".
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Só me apercebi disso, dias mais tarde. Será mesmo que nos pertence, esse ritmo que percorre as distâncias em passadas largas e frenéticas, sempre a querer chegar a algum lado, porque a seguir tenho que fazer isto e a seguir tenho que ir para ali, àquela hora? Sempre o futuro, raramente o presente.
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E naquele (raro) instante, todos andávamos devagar. Muito devagar. Alguns paravam. Outros - como eu - não falavam sequer. Quis apenas sentir aquela quietude.
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Talvez o nosso verdadeiro ritmo seja mesmo o ritmo do vento.


Os passeios são semanais e a um preço muito acessível. Parabéns à Câmara Municipal de Cascais pela iniciativa. Aqui está o link. Vale mesmo a pena.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Chegou Celebration!

Saiu hoje o derradeiro greatest hits da greatest living artist of all times!





Na próxima semana, "Celebration" chegará às minhas mãos, juntamente com o DVD.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Programa de Fim-de-Semana

Passeio de barco em Cascais.
Sessão fotográfica na Alma Cheia.
Queer Lisboa.
Descansar.
Namorar.

Curso de Formação de Instrutores de Yoga

É oficial! Estou inscrito no Curso de Formação de Instrutores de Yoga.
O primeiro seminário será a 11 de Outubro. O exame será em Julho.
Quem sabe se, daqui a 1 ano, não estarei a dar as primeiras aulas?...
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"Break Up", Pete Yorn & Scarlett Johansson

Finalmente, o novo álbum de Scarlett Johansson.

Gravado em 2006 (antes da produção de "Anywhere I Lay My Head"), "Break Up" partiu da ideia de fazer canções inspiradas nos duetos entre Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot, trazida até Pete Yorn através de um sonho.

"Break Up" é um conjunto de 9 belíssimas canções que falam de amor e separação. A voz de Scarlett é doce, imperfeita, jazzística, cativante, tão simbiótica com a de Pete Yorn.

É um álbum curto, quente e aconchegante. Nele está uma das canções mais bonitas que ouvi ultimamente. Chama-se "I Am The Cosmos".

Um álbum perfeito para o Outono, que já se faz anunciar nas noites frias.

Los Abrazos Rotos

Há os realizadores e os grandes realizadores. Há os filmes e os filmes de Pedro Almodóvar.

"Los Abrazos Rotos" é a nova aventura do realizador espanhol, que fui ver sem a antecipação de uma sinopse ou de um trailer. Apenas com a expectativa de mergulhar numa nova história por si contada. É assim que vejo Almodóvar: como um exímio contador de histórias.

A narrativa está recheada de paixão, intriga, mistério, obsessão e outros ingredientes que são já um clássico no seu repertório. Desta vez, o cocktail de Almodóvar sabe a film noir, a intriga hollywoodesca de tempos idos, com Penélope Cruz a resgatar o glamour e a tragédia das divas de outrora.

E depois há as piscadelas de olho ao próprio Almodóvar, num cruzamento entre realidade e ficção. E as cores. E as personagens que não passam despercebidas. E o humor, sempre o humor.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Carta ao Partido pelos Animais

«Boa tarde

Antes de mais, os meus parabéns pela iniciativa de criar um partido cuja missão é defender os direitos dos animais.

Esta manhã, enquanto ouvia a Radar, soube que os Massive Attack vêm a Portugal para um concerto no Campo Pequeno. Foi então que me apercebi que cada vez mais artistas de renome têm vindo actuar neste local.

E a pergunta surgiu-me: será que os próprios sabem? Embora não conheça a fundo o processo de negociação e booking dos locais por onde as digressões passam, suponho que este seja levado a cabo pelos promotores e managers, com base nos diferenciais entre custos e receitas, havendo muitos detalhes que "passarão ao lado" dos próprios que irão pisar o palco.

Gosto de pensar que muitos artistas - e falo dos estrangeiros - desconhecem o significado de actuar numa casa de espectáculos cuja razão de ser é albergar um dos "espectáculos" mais infelizes de sempre - e que muitos até se recusariam a fazê-lo.

Foi aqui que pensei no Partido pelos Animais. Porque não enviar emails aos contactos disponibilizados nos sites oficiais das bandas e cantores em agenda, informando do verdadeiro significado de actuar no Campo Pequeno?

Quem sabe se essa informação não chegaria até aos próprios e surtisse algum efeito, por mínimo que fosse? Bastaria ao nível da consciência, que a "missão" estaria ganha.

Na minha opinião, vale sempre a pena tentar.

Com os votos de sucesso e longevidade,
Melhores cumprimentos,
...»
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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Homenagem

Essências (5)

Pine
Ajuda a eliminar sentimento de culpa e a combater a baixa auto-estima. Ajuda a pessoa confiar nas próprias potencialidades e continuar com perseverança o seu trajeto de vida. Pine possui propriedades de limpeza, ajudando a limpar e clarear obstruções ambos fisicamente e mentalmente.

Mimulus
Combate medos e inseguranças concretos. Ajuda a devolver a coragem e a entender as razões por detrás do medo, possibilitando a sua superação.





Gentian
Trabalha a negatividade, o desânimo, a propensão para desistir logo à partida.
Ajuda a recuperar a fé e a esperança; os obstáculos passam a ser considerados como um estímulo para o aperfeiçoamento e a evolução.


Turmalina Azul
Quando aplicado no chakra da garganta, permite uma expressão verbal mais clara.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Zeitgeist 9/11

Oito anos passaram desde o 11 de Setembro e a memória está ainda tão viva.

Por coincidência ou não, terminei hoje o documentário "Zeitgeist". Delírio conspiracional ou a mais desconcertante verdade, o filme deixa-me dividido. Há teorias que simplesmente não aceito, outras que farão muito sentido.

Mas é a mensagem central que importa: a ganância e a sede de poder são os piores males da humanidade. E tudo se reduz a uma única polaridade: o medo e o Amor.

"Ultimo Tango", Tango Pasión

Ontem fomos ver Tango. Nunca tinha visto um espectáculo ao vivo, inteiramente dedicado a esta arte, nascida em meados do século XIX, na Argentina e Uruguai.

Trazido pela companhia argentina Tango Pasión, "Ultimo Tango" combinou elementos clássicos e modernos do tango, recriou a antiga boémia de Buenos Aires, trouxe a sensualidade, o drama e a paixão que se esperavam, mas também um toque festivo, não tão esperado por quem não conhece este estilo a fundo.

Só tive pena de não ter sentido o arrebatamento que esperava. Em muitos detalhes, parecia realmente um espectáculo de casino e não tanto um testemunho genuíno do que de melhor há no tango.

Fica para a memória dois momentos, desempenhados por dois pares, cuja performance não nos deixou sequer pestanejar. Acima de tudo, foi uma experiência que valeu a pena. Eu e o Piriquito agradecemos a quem de direito!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

As novíssimas imagens do Hubble

Em Maio, uma tripulação esteve 13 dias a substituir, renovar e reconstruir as componentes vitais do incansável Hubble, agora com quase 20 anos de idade.

Ontem, chegaram as primeiras imagens captadas depois da renovação. Como sempre, são de cortar a respiração...





quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Começar o dia

O meu horário de trabalho mudou: a partir de hoje, entro mais cedo e saio mais cedo. Soube bem começar o dia mais cedo. O ar parecia diferente, mais fresquinho. Acho que vou sentir os dias maiores, com mais tempo para mim, para além do trabalho.
Estou contente com isso.

Provérbio africano

Se queres ir depressa, vai sozinho.
Se queres ir longe, vai acompanhado.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Merce Cunningham

Merce Cunningham morreu no final de Julho, com 90 anos de idade. E só ontem é que eu soube - com grande vergonha minha. Um mês depois de Pina Bausch, outra das últimas lendas vivas da Dança deixou-nos. Agora, estamos ainda mais pobres.

Merce foi um marco na evolução da Dança Moderna, ao relacioná-la com as artes plásticas, a música contemporânea e, mais recentemente, as novas tecnologias. Foi um dos grandes exploradores do corpo em movimento.
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"You have to love dancing to stick to it. It gives you nothing back, no manuscripts to store away, no paintings to show on walls and maybe hang in museums, no poems to be printed and sold, nothing but that single fleeting moment when you feel alive. It is not for unsteady souls."

Merce Cunningham

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Híbrido

Talvez os endereços que eu mais digito diariamente sejam o do Hotmail e o do Google.
Pois hoje escrevi o seguinte, assim daquela forma totalmente automática, sem pensar no que estava a fazer:

"www.hoohle.com"

...

Madonna faz história


Hoje faz-se história, no mundo do showbusiness: Madonna é a artista a solo com a digressão mais lucrativa de sempre. À frente dela, só mesmo os Rolling Stones. Atrás, no top 5, novamente os Rolling Stones e os U2.

A Sticky & Sweet Tour iniciou em Agosto de 2008, durou um total de 8 meses e englobou 85 datas. Madonna actuou para um total de 3,5 milhões de pessoas em 32 países. A Live Nation anunciou ontem que, contas feitas, a digressão arrecadou um total de $408 milhões, tornando-se a segunda mais rentável de sempre.

A Sticky & Sweet Tour terminou ontem, em Tel Aviv.

O mundo da publicidade passou-se de vez

Anda praí um anúncio de uma empresa de telecomunicações, onde ouvimos a voz de alguém conhecido dizer, em tom inchado de orgulho:

«A minha casa é a campeã dos aparelhos ligados! Dois plasmas, dois computadores, duas consolas!»

Não queria acreditar.

Alguém já disse à agência de publicidade que fez este anúncio (para não falar da própria empresa cliente) que estamos a enfrentar um problemazito de aquecimento global assim pró chato, e que quanto mais aparelhos eléctricos temos ligados em casa, mais CO2 emitimos para a atmosfera?
Sinceramente...
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São Miguel, Açores: diário de bordo

Dia 1 (6ªf, 14 Ago)
. Chegada a Ponta Delgada, a meio da tarde. A N. foi-nos esperar.
. Saltinho ao "Colombo lá do sítio", para o Piriquito comprar uma máquina fotográfica (a sua ficou em Lisboa, no assento do taxista, bendito recibo que o fez ligar a tempo de avisar...).
. A melhor recepção possível: um lanche farto, com as primeiras iguarias da pastelaria micaelense.
. Logo a seguir, um belíssimo jantar vegetariano, preparado pela anfitriã (numa estreia surpreendente, com beringelas recheadas e bolonhesa de soja) e ao qual se juntaram duas amigas.
. Serão lá em casa.


Dia 2 (Sábado, 15 Ago)
. Primeiro destino: Lagoa das Sete Cidades, claro.
. Primeiro encontro com as míticas vacas açorianas, alegremente acompanhado de um "esticão" no fio que não lhes deixa fugir, enquanto se posava para a foto...
. Outra lagoa, a de Santiago.
. Primeiros banhos de sol, nas piscinas naturais dos Mosteiros.
. Encontro com uma procissão no mar, os barcos dos pescadores ornamentados com flores.
. Jantar em casa da E., a última beringela recheada foi connosco para o buffet de saladas.
. Saída nocturna ao bar Marrakesh, com direito a show de dança do ventre e tudo!


Dia 3 (Domingo, 16 Ago)
. Eu e o Piriquito com um dia só para nós.
. Passeio a pé pela "civilização", no centro de Ponta Delgada. Das Portas da Cidade às lojas dos chineses - as únicas que estavam abertas.
. Café para acordar, na esplanada frente à Igreja "Matrix".
. Madonna's birthday e os sms da praxe.
. Descida à Lagoa do Fogo - um dos momentos altos de toda a viagem.
. Destacamento até casa dos familiares da N., para ajudar a comer os doces e salgados de uma festa de Primeira Comunhão. Que chatice...
. Passeio digestivo junto ao mar e primeiro encontro imediato com os cagarros - o som que fazem é hilariante...


Dia 4 (2ªf, 17 Ago)
. Tentativa para o Ilhéu, com farnel preparado e tudo. A lotação estava esgotada (400).
. Passagem por Vila Franca do Campo, com paragem no Miradouro da Caloura.
. A Lagoa das Furnas, absolutamente obrigatória.
. Banhos de (pouco) sol e mar na Praia da Ribeira Quente.
. Poça da Beija e os banhos quentes. A princípio resisti. A água é morna, cheia de ferro! Mas depois sabe beeeem... Hidromassagem das boas. Saímos de lá com uma moca de sono...
. Ainda nas Furnas, paragem para as belíssimas maçarocas (cozidas nas caldeiras) e para provar a água azeda. É mesmo azeda.
. Serão a ver as Bichas do Demónio. "Ó Lídia! Anda jantari!"


Dia 5 (3ªf, 18 Ago)
. Agora sim, o Ilhéu. Entrámos com chuva, saímos com um escaldão...
. Jantar em casa da N., com o meu alho francês à braz.
. Segunda saída nocturna, a um bar com bom ar. Sou contra as touradas, mas as telas com os toureiros eram bonitas.


Dia 6 (4ªf, 19 Ago)
. Paragem na Ribeira Grande, para visita guiada à fábrica de Chá de Porto Formoso e as plantações verdinhas verdinhas. Belíssimo projecto de recuperação! E trouxe chá comigo.
. Miradouro do Salto da Farinha (mas a farinha já tinha saltado). Deixámos lá a nossa marca.
. Visita ao Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões, todo arranjadinho e com cascatas que dá vontade de trazer para casa.
. Piquenique de beira-de-estrada junto à Ponte Despe-te que Suas (mas estava frescote, até demais).
. Paragem no Miradouro da Vista do Rei, com flores enormes e um vistaço...
. Saída fina para jantar n'O Gato Mia. Bacalhau frito com molho de camarão, lombo de atum com crocante de azeitonas, lulas na telha. Oh meu Deus...

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Dia 7 (5ªf, 20 Ago)
. Miradouro do Pico do Carvão, onde se vê as margens Norte e Sul da ilha.
. Subida ao pico propriamente dito e encontro com o pastor - outro dos momentos altos da viagem.
. Paragem na Lagoa do Canário. Para lá chegar, atravessa-se um o bosque tão denso e húmido, que quase vemos as fadinhas, os duendes e os elfos.
. Banhos de sol e mar na Praia dos Mosteiros.
. Visita à Rocha da Relva, onde se pode ver o pôr do sol e as estrelas, longe de tudo e todos (ficará para uma próxima visita).
. Festa-surpresa em casa da N., para a mãe de uma das suas amigas. O Piriquito fez a sua abóbora agridoce com tagliatelle.


Dia 8 (6ªf, 21 Ago)
. Nova visita à Lagoa das Furnas, para depositar o cozido na caldeira. Desceu pela mão do Piriquito.
. Tarde no Parque Terra Nostra. Jardim botânico, estância termal, incrivelmente bem cuidado, enorme e lindíssmo. Vale a pena o bilhete para entrar.
. Regresso à Lagoa das Furnas para deixar o "tesouro" para a A. e recolher o cozido, pela mão do Batata. Demorou 6 horas a cozinhar.
. Jantar em casa dos pais da N.. O cozido estava maravilhoso. Aqui, juntam-lhe batata doce. E até comi um bocadinho de chouriço.


Dia 9 (Sábado, 22 Ago)
. Regresso ao continente.

Açores (ou a visita ao Paraíso)

Nem sei por onde começar, por isso vou directo à resposta que tenho dado, quando me perguntam "Como foi, os Açores?".

Já todos ouvimos falar de S. Miguel como uma ilha cuja beleza natural é de cortar a respiração. Mas até lá estarmos, não fazemos a mais pálida ideia.

Eis que, nesta semana de férias, tive o privilégio de estar ali mesmo, no meio do Atlântico, num pedaço de terra encantada, onde tudo é Natureza (para onde quer que nos viramos, há verde e azul), onde há gente genuinamente alegre e bondosa, onde há silêncio e paz.

"Olha, foi uma visita de 8 dias ao Paraíso...", é a resposta que tenho dado.
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Londres, entre casa e trabalho

Esta manhã, enquanto percorria o habitual trajecto casa-trabalho, fui tomado pela lembrança de outro percurso: o que ligava Brockley a Poland Street.

Fazia-o todos os dias, de 2ª a 6ª, há 6 anos atrás. Fazia-o meio deprimido, por saber que me esperavam 6 horas desesperantes, em frente a uma folha de Excel, a actualizar contactos. Mas aproveitava para ouvir muita música, toda a música que os CDs alugados a 50p na biblioteca de Lewisham me podiam proporcionar. Era bem mais barato viajar de autocarro. E ainda bem, porque sabia tão bem olhar pela janela e mergulhar na vibração da cidade.

Hoje recordo-me deste trajecto, assim como de toda a vida em Londres, com imensa ternura.

O percurso:

1. Brockley Road, paragem do 171 / 172 2. New Cross
3. subida da Old Kent Road
4. Elephant & Castle
5. a estação de Waterloo
6. o IMAX na grande rotunda
7. Waterloo Bridge e a entrada na Londres glamorosa
8. saída para trocar de autocarro
9. subida da The Strand, a rua que nos convida ao West End
10. a grande Trafalgar Square
11. entrada na vibrante Regent Street
12. fim do trajecto de autocarro, junto ao Soho
13. Poland Street