segunda-feira, 31 de maio de 2010

Deserto, Deserto


Sempre que vejo a palavra "experimental" associada a música, teatro ou cinema, tenho tendência para fugir a sete pés. Para mim, "experimental" costuma equivaler a "nó no cérebro".

Ora, na passada 5ª feira tive um convite para assistir a uma peça de teatro... experimental. Mas como já não me lembro da última vez que fui ao teatro, as saudades de sentir a energia de uma peça falaram mais alto e "'bora lá!".

Encenada por Carlos Avilez e animada pelo Teatro Experimental de Cascais (a minha primera vez com o TEC), "Deserto, Deserto" tem como mote seis velhos actores que se encontram no meio do deserto e, durante sete dias, participam na (re)criação de um mundo sem Deus, enquanto presos num limbo de velhas memórias de glória e miséria.

"Deserto, Deserto" é um exercício Surrealista e altamente conceptual que, como será de esperar, assenta redondamente no conceito de "experimental" - o tal que tanto temo.

O interessante é que dei por mim totalmente preso à peça, desde o momento que começou. Houve momentos absolutamente hilariantes (o teatro do Absurdo, a lembrar Beckett), outros profundamente comoventes. Havia uma aura de início de século, decadente e mágica.

E os actores: o melhor de toda esta experiência. Anna Paula, António Marques, Luiz Rizo, Paulo B., Santos Manuel e Sérgio Silva foram magistrais.

Graças ao seu enormíssimo talento, vivi um momento "experimental" de que não me esquecerei - pela positiva. Fica aqui o meu agradecimento.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Fogo...

Chiça, até que enfim! Haja um dia de formação em Higiene e Segurança no Trabalho que eu ache interessante.

Agora, o Estado obriga as empresas a darem 75 horas de formação num ano, aos seus funcionários. E lá tive eu que gramar a bomboca.

Até agora fiz 3 formações e todas foram um verdadeiro suplício. Um dia inteiro sentado a levar com apresentações em Power Point, ao som de vozes monocórdicas, com toda a gente a lutar contra o sono...

Hoje, à 4ª formação, a coisa lá foi diferente. O tema era Segurança Contra Incêndios. De manhã foi teoria e à tarde foi prática, nos Bombeiros Voluntários de Campo de Ourique. Lá aprendi a manusear um extintor (uma estreia para mim - felizmente) e trouxe para casa algumas informações interessantes, que ainda desconhecia. A saber:

- Se um dia tiverem o azar de verem o óleo da frigideira pegar fogo, cubram-na com um pano molhado.

- Para quem usa bilha de gás em casa, o tubo de borracha deve ser substituído de 4 em 4 anos. Depois disso, começa a ressequir e a abrir fissuras. Se o dito tubo pegar fogo, basta fechar o redutor.

- Há o hábito de comprar extensões eléctricas gigantes para usar em distâncias mínimas e ligá-las todas enroladinhas, para que ninguém as veja. 'Tá mal! Uma extensão enrolada, ligada à electricidade, funciona como uma bobine e promove o sobreaquecimento do fio.

- Em caso de incêndio num prédio, para além das pessoas no andar onde há fogo, devem SEMPRE evacuar primeiro as do último andar. O fumo propaga-se rapidamente para cima, concentrando-se no topo do edifício, onde haverá um aumento da temperatura. Ou seja, se há fogo no 2ª andar, muito provavelmente não será o 3º a incendiar-se de seguida. Será o último...

- Quando temos muita electricidade estática no corpo (quem ainda não apanhou um valente esticão quando vai a tocar na porta do carro?), é natural termos dores de cabeça. Talvez isso explique muitos momentos em que pessoal vai à caixa da Aspirinas. Uma das melhores formas de descarregar a electricidade estática do corpo é tocar numa árvore - abraçá-la será ainda mais eficaz. O que me leva a pensar: a Floribella era uma pilhazinha de electricidade estática, coitadinha...

Fase 1: Floribella percebe que está uma pilha de electricidade estática, graças às suas amigas borboletinhas.

Fase 2: O processo de descarga.


Fase 3: Conclusão da descarga. Reparem na reacção electromagnética que está a ocorrer na árvore.
Floribella, um mal para o nosso meio ambiente.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

SYTYCD favs: Melissa & Ade (Jazz)

Série: 5
Coreografia: Sonya Tayeh

Sonya Tayeh

É, para mim, uma das criadoras mais excitantes do momento. A sua “massa de moldar” é a Dança. Chama-se Sonya Tayeh, nasceu em Brooklyn e conheci-a através do “So You Think You Can Dance”.

A sua linguagem artística é arrojada, excêntrica, vigorosa, retorcida, hiper-vanguardista, hiper-sexy e tantos outros adjectivos que me apaixonam na Arte.

Ah Madonna, esta é que devias contratar para a próxima tour...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O Retiro

Amanhã o Piriquito vai levar-me para aqui. Serão 4 dias a respirar o Alentejo. Que bom.

Logo à noite: Feira do Livro

Maio de 1930: a 1ª Feira do Livro de Lisboa.

Em Agosto de 1906, Lisboa organizou o primeiro Mercado do Livro, em torno da estátua do Marquês de Pombal.

Em Maio de 1930, foi inaugurada a primeira Feira do Livro, com 17 stands no Rossio.

Em Maio de 2010, vou até ao Parque Eduardo VII, visitar a 80ª Feira do Livro - e ver se tenho pontaria na Happy Hour.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Para católico pensar

Faltavam estes, para a campanha ficar completa.

Publicado em O Feminismo Está a Passar Por Aqui via Blog do Silvestre.