Chegou o momento. Estou a menos de 24 horas de apresentar a minha coreografia de Yoga, no almoço anual do Centro, para uma plateia de cento e tal pessoas - incluindo o júri do exame do Curso de Formação de Instrutores.
À medida que as horas - e os treinos finais - avançam, o meu espaço interior vai sendo ocupado por dois sentimentos, tão distintos.
Num instante, sinto medo. Medo que alguma coisa corra mal naqueles 5 minutos decisivos; de fazer má figura perante tanta gente; de ser traído pelos nervos e perder o equilíbrio, a força, o alinhamento do corpo.
E logo a seguir, sinto alegria. Pelos elogios que recebi dos meus professores e colegas; pelo facto de ter sido convidado a apresentar, num evento tão importante, algo que eu próprio criei e moldei, ao longo de 9 meses; por ter a oportunidade de celebrar o Yoga, de uma forma tão bonita; por sentir que pertenço a isto.
Há pouco falava com a minha colega, que também vai apresentar a sua coreografia amanhã, para "partilhar as dores". Ela disse-me algo inspirador: «também sinto aquele frio na barriga, o medo de ser traída pelos nervos. Mas dei por mim a sentir outra coisa, completamente diferente. Sabes aquele entusiasmo que sentimos, quando nos apaixonamos? Não sei explicar porquê, mas senti isso».
Eu respondi-lhe que essa é a prova em como ela está no caminho certo, no lugar certo, na altura certa.
Peço aos meus guias - e a mim próprio - para que o medo seja totalmente ofuscado pela alegria. Pois, até agora, sinto que este é o caminho certo.
Que amanhã seja um dia de celebração!
sábado, 26 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
A saudação ao Sol de Nova Iorque
A cidade de Nova Iorque escolheu o Yoga para celebrar o solstício de Verão, na passada 2ª feira. E fê-lo de uma maneira altamente simbólica: ao longo de todo o dia, centenas de pessoas reuniram-se para uma prática de Yoga, em plena Times Square - uma das zonas mais caóticas da cidade.
As imagens são belíssimas, demonstrando como a quietude e o ekagrata (= concentração num só ponto) podem acontecer no meio do caos.







As imagens são belíssimas, demonstrando como a quietude e o ekagrata (= concentração num só ponto) podem acontecer no meio do caos.







quinta-feira, 17 de junho de 2010
"Espumas" (Jorge Barbi, 2007)
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De uma ideia simples, um resultado que cativa o olhar. Na série "Espumas", o artista espanhol Jorge Barbi pega em imagens da espuma do mar e cria um efeito de desdobramento.
Estas e outras obras estão no CAM, na exposição "41º 52’ 59” latitude N / 8º 51’ 12” longitude O" (o título refere-se às coordenadas geográficas da área pela qual o artista realiza os seus percursos diários). A ver, até 11 de Julho.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Criança interior
Segundo dia de uma neura tão forte, como há muito não sentia. Daquelas que só dão vontade de largar tudo.
Acho que já percebi porquê: sinto a minha criança interior em estado de crise. Não me apetece ser adulto e responder às solicitações do mundo dos adultos.
Apetece-me viver em total espontaneidade, sem responsabilidades nem obrigações. Apenas no aqui e agora, livre e despreocupado.
Só por um bocadinho...
Acho que já percebi porquê: sinto a minha criança interior em estado de crise. Não me apetece ser adulto e responder às solicitações do mundo dos adultos.
Apetece-me viver em total espontaneidade, sem responsabilidades nem obrigações. Apenas no aqui e agora, livre e despreocupado.
Só por um bocadinho...
terça-feira, 15 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Cold Hearted (Paula Abdul, 1989)
Isto de ver (e venerar) o "So You Think You Can Dance" desperta-me a vontade de ir às fontes.
Para mim, um dos melhores videoclips de Dança de sempre.
Jazz dancing!
Para mim, um dos melhores videoclips de Dança de sempre.
Jazz dancing!
Vibeology (Paula Abdul, 1992)
Ando com esta no meu discman. Paula Abdul em grande estilo.
Oh the 90s...
Oh the 90s...
«Em nome da Lei e da República portuguesa, Teresa Pires e Helena Paixão estão casadas.»
Foram estas as palavras proferidas ontem à Teresa e à Helena, pelas 10 da manhã, na 7ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa.
Há 4 anos atrás, o seu pedido de casamento na mesma conservatória tinha-lhes sido negado. Desde então, iniciaram uma batalha legal que furou o sistema deste país e contribuiu para a sua profunda transformação.
E agora, depois do abstracto, o concreto. Portugal-Estado realizou (tornou real) o seu passo em frente no sentido da Evolução.
Por breves instantes, chego mesmo a sentir-me orgulhoso do País onde vivo. Mas quando penso na mentalidade do comum português, o sentimento esmorece num pestanejar.
Agora, contra factos não há argumentos. A Teresa e a Helena estão casadas.
Há 4 anos atrás, o seu pedido de casamento na mesma conservatória tinha-lhes sido negado. Desde então, iniciaram uma batalha legal que furou o sistema deste país e contribuiu para a sua profunda transformação.
E agora, depois do abstracto, o concreto. Portugal-Estado realizou (tornou real) o seu passo em frente no sentido da Evolução.
Por breves instantes, chego mesmo a sentir-me orgulhoso do País onde vivo. Mas quando penso na mentalidade do comum português, o sentimento esmorece num pestanejar.
Agora, contra factos não há argumentos. A Teresa e a Helena estão casadas.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Gaza: cada um de nós pode reagir

O mundo está em choque com o que aconteceu esta 2ª feira.
Uma frota de barcos com ajuda humanitária tentava chegar à Faixa de Gaza e foi atacada pelo exército Israelita.
A frota transportava 10 mil toneladas de ajuda (materiais de construção, cadeiras de roda, casas pré-fabricadas e purificadores de água) e 700 pessoas de vários países, incluindo Maired Corrigan Maguire, vencedora do Nobel da Paz, e Hedy Epstein, de 85 anos e sobrevivente do Holocausto.
Pelo menos 19 pessoas morreram neste ataque.
Está em decurso uma petição internacional, organizada pela Avaaz, para exigir uma investigação independente sobre o ataque, bem como a responsabilização dos culpados e o fim imediato do bloqueio a Gaza.
A petição será entregue às Nações Unidas e aos líderes mundiais, assim que forem alcançadas 200 mil assinaturas.
«Uma petição massiva num momento de crise como este pode demonstrar aos que estão no poder que declarações e notas à imprensa não são suficientes – que os cidadãos estão a prestar atenção e demandam acções concretas.
Enquanto a União Europeia decide se irá expandir suas relações comerciais com Israel, Obama e o Congresso Americano definem o orçamento para ajuda militar a Israel para o ano que vem e vizinhos como a Turquia e o Egipto decidem os seus próximos passos diplomáticos, vamos fazer com que a voz do mundo não seja ignorada: é tempo de verdade e de responsabilizar os culpados pelos ataques aos navios; é tempo de Israel respeitar o direito internacional e acabar com o bloqueio a Gaza.
Assine agora e passe a mensagem.»
Avaaz.org
Com a internet, o mundo mudou de paradigma: passámos de meros espectadores para actores. Temos agora a oportunidade de participar directamente no teatro global de acontecimentos - e que era anteriormente protagonizado pelos grandes poderes, Estado e Comunicação Social.
Agora, a partir das nossas casas, dos nossos postos de trabalho, de qualquer lugar onde estejamos, podemos intervir. E essa intervenção tem repercussões reais no que se passa no Mundo.
O site Avaaz.org «é uma rede de mobilização global, com uma simples missão democrática: acabar com a brecha entre o mundo que nós temos, e o mundo que queremos.»
A equipa da Avaaz é composta por um grupo de coordenadores de campanhas globais, sediados em vários países, bem como de conselheiros especialistas em assuntos de política internacional, que em conjunto identificam e desenvolvem as estratégias de campanha.
O trabalho baseia-se numa lista de emails, operada em 13 línguas. Cada pessoa inscrita recebe um alerta semanal, por email, para problemas globais urgentes.
«Em poucas horas podemos emitir centenas de milhares de mensagens aos líderes políticos num encontro internacional sobre o aquecimento global, organizar centenas de manifestações pelo mundo para impedir um genocídio, ou doar centenas de milhares de euros, dólares e ienes para apoiar protestos não violentos na Birmânia (Mianmar)».
Em apenas 3 anos, a rede cresceu para mais de 4,9 milhões de membros de cada nação do mundo e começa agora a ter um impacto real na política internacional.
A revista “The Economist” afirmou que o Avaaz tem o poder de criar “um chamado ensurdecedor para despertar os líderes mundiais", o “The Indian Express” anunciou as boas vindas “para a maior rede de mobilização online do mundo” e o vencedor do Prémio Nobel Al Gore afirmou que “a Avaaz é inspiradora e já começou a fazer a diferença.”
Já me juntei à Avaaz. Junta-te também.
Agora, a partir das nossas casas, dos nossos postos de trabalho, de qualquer lugar onde estejamos, podemos intervir. E essa intervenção tem repercussões reais no que se passa no Mundo.
O site Avaaz.org «é uma rede de mobilização global, com uma simples missão democrática: acabar com a brecha entre o mundo que nós temos, e o mundo que queremos.»
A equipa da Avaaz é composta por um grupo de coordenadores de campanhas globais, sediados em vários países, bem como de conselheiros especialistas em assuntos de política internacional, que em conjunto identificam e desenvolvem as estratégias de campanha.
O trabalho baseia-se numa lista de emails, operada em 13 línguas. Cada pessoa inscrita recebe um alerta semanal, por email, para problemas globais urgentes.«Em poucas horas podemos emitir centenas de milhares de mensagens aos líderes políticos num encontro internacional sobre o aquecimento global, organizar centenas de manifestações pelo mundo para impedir um genocídio, ou doar centenas de milhares de euros, dólares e ienes para apoiar protestos não violentos na Birmânia (Mianmar)».
Em apenas 3 anos, a rede cresceu para mais de 4,9 milhões de membros de cada nação do mundo e começa agora a ter um impacto real na política internacional.
A revista “The Economist” afirmou que o Avaaz tem o poder de criar “um chamado ensurdecedor para despertar os líderes mundiais", o “The Indian Express” anunciou as boas vindas “para a maior rede de mobilização online do mundo” e o vencedor do Prémio Nobel Al Gore afirmou que “a Avaaz é inspiradora e já começou a fazer a diferença.”
Já me juntei à Avaaz. Junta-te também.
terça-feira, 1 de junho de 2010
A saia que virou Portugal do avesso
No Sábado que passou, tivemos Festival Eurovisão da Canção.
Como em tantas outras coisas, também aqui se aplica a frase "já não se fazem como antigamente".
Hoje, salvo raras excepções, o Festival é um desfile de foleiradas euro-disco, baladas que ninguém aguenta e encenações tão pirosas que dão vontade de chorar.
Nos anos 80, o Festival era um acontecimento que parava o País - assim como a Telenovela. Tudo era novo, excitante, puro entretenimento.
Em 1986, trouxe-nos a Dora. Pertencia àquela categoria que poucos ocuparam em Portugal - para além dela, só mesmo os Heróis do Mar e o Variações: era uma estrela Pop, ao nível do que se fazia nos EUA ou no Reino Unido.
E como qualquer verdadeira estrela Pop, virou o país do avesso. O motivo? A saia. O mesmo Portugal que, dois anos depois, retiraria o "Humor de Perdição" do ar, sentiu-se ultrajado com a saia da Dora - ainda para mais, quando nos representava lá fora, na Noruega.
Tal como para os Heróis do Mar ou o Variações, Portugal era pequeno e atrasado demais para a Dora. Poucos anos mais tarde, abandonou o país. E nunca mais tivemos uma estrela Pop como ela.
Nota: a actuação começa aos 1'24''.
Como em tantas outras coisas, também aqui se aplica a frase "já não se fazem como antigamente".
Hoje, salvo raras excepções, o Festival é um desfile de foleiradas euro-disco, baladas que ninguém aguenta e encenações tão pirosas que dão vontade de chorar.
Nos anos 80, o Festival era um acontecimento que parava o País - assim como a Telenovela. Tudo era novo, excitante, puro entretenimento.
Em 1986, trouxe-nos a Dora. Pertencia àquela categoria que poucos ocuparam em Portugal - para além dela, só mesmo os Heróis do Mar e o Variações: era uma estrela Pop, ao nível do que se fazia nos EUA ou no Reino Unido.
E como qualquer verdadeira estrela Pop, virou o país do avesso. O motivo? A saia. O mesmo Portugal que, dois anos depois, retiraria o "Humor de Perdição" do ar, sentiu-se ultrajado com a saia da Dora - ainda para mais, quando nos representava lá fora, na Noruega.
Tal como para os Heróis do Mar ou o Variações, Portugal era pequeno e atrasado demais para a Dora. Poucos anos mais tarde, abandonou o país. E nunca mais tivemos uma estrela Pop como ela.
Nota: a actuação começa aos 1'24''.
Floribella e a Electricidade Estática
Para quem não viu o update ao post sobre o fogo, aqui vai a actualização (obrigado S., por seres uma teimosa de primeira e não descansares enquanto não visses uma imagem da Floribella a abraçar a árvore).
Fase 1: Floribella percebe que está uma pilha de electricidade estática, graças ao aviso das suas amigas borboletinhas.
Fase 1: Floribella percebe que está uma pilha de electricidade estática, graças ao aviso das suas amigas borboletinhas.
Fase 2: O processo de descarga, segundo a acção de formação de Segurança contra Incêndios.
Fase 3: Conclusão da descarga. Reparem na reacção electromagnética que decorre na árvore.
Floribella, um mal para o nosso meio ambiente.
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