A noite começou com "Four Reasons", peça encomendada ao jovem coreógrafo esloveno Edward Clug para assinalar o arranque da temporada 2008/09.
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Os bailarinos da companhia deram-lhe corpo, ao som de uma partitura tocada em tempo real, por um piano e um violino.
O ponto forte, para mim, foi mesmo a cenografia. O contraste entre a escuridão do palco e uma luz vertical intensa, sob a qual os bailarinos dialogavam em gestos meticulosos, por vezes frenéticos, enalteciam a anatomia do movimento, exibindo a mecânica de músculos e ossos como algo belo, fascinante. O cenário era, ele mesmo, um organismo vivo, em interacção com os bailarinos, criando limites e janelas que mostravam partes da coreografia e ocultavam outras.
"Four Reasons" foi um bom exemplo de como a forma pode suplantar o conteúdo. Impressionou, mas não emocionou.

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