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Tivemos que nos fazer à estrada bem cedo, para estarmos em Castelo de Paiva à hora marcada. Ainda com o concerto da noite anterior a palpitar nos ouvidos, fomos a viagem inteira a ouvir 80s - incluindo a grande Kim Wilde, de quem inesperadamente fiquei fã... O timing dado pelo Via Michelin foi certeiro: chegámos ao ponto de encontro, o Hotel Casa Rural S. Pedro, à hora marcada. Estava um calor brutal (34º C!), o que fez com que a viagem até ao rio, no jipe de caixa aberta, já com os monitores, tivesse sabido tão bem. Sentia-se o ar fresco das montanhas e o cheiro dos eucaliptos, a cortar aquele calor...
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"Emocionante" é um eufemismo, para caracterizar as 3 horas que passámos no rio. Percebi que gosto muito de canoagem (nunca na vida tinha pegado num remo) e que não fui feito para desportos radicais. Demos trambolhões nas rochas de tal maneira violentos (o caudal do rio estava muito baixo) que parecíamos estar numa cena do Jackass... com a diferenca de não ter graça nenhuma. Acabei por perder a confiança naquilo tudo, de tal maneira que, quando ouvia um rápido a aproximar-se, só me apetecia dizer "olhem, vou ali e já venho..." Foi mesmo um desafio à preserverança e à capacidade de enfrentar o medo.
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Mas depois houve tudo o resto: os momentos de pura contemplação, em que nos fundimos com toda aquela Natureza; os mergulhos nas águas frescas do rio; e estar a viver tudo isto com o Piriquito, ali junto a mim.
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Terminada a descida, que bem que soube vestir a roupinha seca, repor as energias com um belíssimo lanche e passear pelo jardim da Igreja, na vila. Trouxemos connosco umas valentes nódoas negras, arranhões, contracturas e uma experiência que ficará para o baú das boas memórias. Missão cumprida!

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