Estou cada vez mais farto de trabalhar num serviço de porta aberta ao público. Vai sendo cada vez mais frequente sair do trabalho totalmente esgotado pelo espectro de "comportamentos difíceis" (ou, em bom português, "pancadas") das pessoas. Dos intolerantes aos egocêntricos, passando pelos arrogantes, malcriados ou simplesmente tolinhos, por ali passa tudo.
É certo que também se "apanha" pessoas absolutamente inspiradoras e luminosas. Mas parece que são cada vez em menor número - pelo menos a bater àquela porta.
Agora calhava bem uma pausa nisto de lidar com o público e ficar só na minha, assim quietinho.
2 comentários:
Desde que esses poucos sejam melhores do que o quão mau são a maioria... Isso tem de compensar.
Mesmo assim, deve haver uma lição a tirar de tudo isso, não combatas, aceita, sabes que tudo o que se passa não é dirigido a ti, e é claro que isso não invalida o desgaste óbvio a que estás sujeito, aceita o que tens e procura ver onde todo esse conflito, essa energia, qual é o ponto em que TU podes intervir, para que de negativo e absorvente possa tornar-se, no mínimo, inócuo. :) E vais descobrir! :D
SIm, cheguei a abraçar tudo isso dessa maneira - que expuseste de forma tão lúcida. Encarando como um processo, em torno dessa coisa maravilhosa que são os relacionamentos humanos e as trocas (visíveis e subtis) que nelas se processam.
Mas neste momento, estou mesmo no modo "Passo. Vou ali e já (não) venho".
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