segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"The Fame Monster", Lady Gaga

Pronto: estou viciado na Lady Gaga.

Se "The Fame" foi, a meu ver, uma estreia pobrezinha a nível musical (à excepção de 4 ou 5 temas), esta espécie de Parte II é uma surpresa. Com apenas 8 canções, "The Fame Monster" é um bom exemplo de como less is more - contrariamente ao primeiro álbum e suas 14 canções, quase todas iguais umas às outras. Lady Gaga avançou para um novo nível, com uma pop mais trabalhada, mais sofisticada. Agora sim, a música parece acompanhar a força da personagem.
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Depois do video "Bad Romance", foi mesmo uma sessão de YouTube às suas actuações ao vivo que me deixaram rendido. Cada performance é um acontecimento, com um nível de elaboração, dramatismo, sofisticação e controvérsia - com um conceito artístico, sem ser gratuita - que não se via desde a Madonna. Reconheço-lhe uma garra semelhante: uma espécie de outsider com instintos de sobrevivência.

Só espero que a miúda se aguente!

domingo, 29 de novembro de 2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O prazer e a pechincha

... ou a Alegria do Cinema (Parte III)

Um dos prazeres da vida é descobrir DVDs com os meus filmes de eleição, a preço da banana. O que exige alguma dose de contenção e esperar algum (ou mesmo muito) tempo, para que o filme deixe de ser novidade e começarem as promoções. Finalmente, quando menos se espera, surgem os pequenos prazeres.

Outubro e Novembro foram abundantes. Eis o que trouxe para casa:

Milk
East of Eden
The End of The Affair
A League of Their Own
Les Chansons D'Amour
Second Youth

A lista de espera vai diminuindo...

Julie & Julia

... ou A Alegria do Cinema (Parte II)

Tinha um feeling de que ia gostar deste filme, por ter a Meryl Streep como uma das protagonistas. Ela é como um certificado de qualidade: mesmo que o filme seja fraquito, há a experiência do "acting" - que, através dela, torna-se um acontecimento.

Pode ser um filme ligeiro e de Domingo, mas soube-me bem ver "Julie & Julia". Achei-o inspirador. Pela história, que fala da paixão por um ofício, da descoberta de uma vocação e de como isso pode mudar as nossas vidas. Pela personagem central, a guru da gastronomia norte-americana Julia Child, cujo brilho e alegria eram inabaláveis. Pela relação de Julia e do marido, sempre apaixonados. E claro, pela performance de Meryl Streep.

Um conselho: vejam este filme antes do jantar!

5 Noites, 5 Filmes

... ou A Alegria do Cinema (Parte I)

Estou muito contente. A rubrica "5 Noites, 5 Filmes" voltou à programação da 2!

Para mim, foi uma verdadeira escola de cinema. Foi lá que vi Garbo, Dietrich e Monroe na íntegra, pela 1ª vez. Ou os ensaios de Stanley Kubrick. E tantos outros clássicos, que a memória tem guardados.

E agora voltou! Já fazia falta este serviço público.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Rota da Pastelaria: Tarte Daim

Naturalidade: Suécia

A rota passou fronteiras e foi até à Suécia. Na última visita ao IKEA, não resistimos à Tarte Daim e à sua cobertura de chocolate, tão convidativa a espetar-se-lhe um garfo.

O sabor é uma verdadeira surpresa. Sobre uma base feita de ovos, farinha e amêndoas, descobrimos uma espécie de leite-creme, embora mais consistente, a amaciar a textura da tarte. E logo a seguir, a camada de cima. O chocolate! Preto, com arroz tufado. Macio e crocante.

Uma combinação explosiva, de tão boa! Quem ainda não conhece, tem que provar esta iguaria. Ali mesmo, no IKEA.


Ingredientes:
Clara de ovo, 23%
Açúcar, 19%
Nata, 12%
Chocolate negro, (manteiga e pasta de cacau, açúcar, gordura de manteiga, lecitina, vanilina) 11%
Gema de ovo, 7%
Manteiga, 6%
Amêndoas, 6,5%
Sementes de Damasco, 6,5%
Leite em pó, 3%
Cacau em flocos, 2%
Óleo de semente de Colza
Cacau em pó, <1%
Café solúvel liofilizado
Sal, <0,5%

O Blog, o Videoclip, os Emails, a Grey, os Amigos

Este ano, o meu aniversário foi marcado por algo de inédito: estendeu-se por 2 semanas!

Depois de um fim-de-semana com direito a um presente avassalador (o blog), a um concerto de alto nível e à companhia de amigos, namorado e família, fui surpreendido com uma Parte II, na Tertúlia de Domingo último.

Já há algum tempo que não havia esta reunião de amigos domingueira, por isso mal eu podia imaginar o que estava aí para vir: fui vítima de uma real emboscada. A meio da tertúlia, toda a gente se sentou em frente à televisão e o Piriquito carregou no play. E a minha circulação sanguínea parou: estava a olhar para um videoclip do “Celebration”, feito por todo o gang tertuliano, dedicado a mim!!! Simplesmente não queria acreditar. O Piriquito teve a ideia, lançou o desafio e todos alinharam. O resultado foi algo de espectacular.

Sinto-me a pessoa mais sortuda do mundo, por ter pessoas tão especiais na minha vida, que por amizade dão um Domingo inteiro das suas vidas para dançar e cantar a mesma música, vezes e vezes sem conta, de manhã à noite.

E o meu Piriquito. Céus, as horas e horas que ele passou a fazer a montagem do clip (tão pertinho da versão original!), os azares que ele teve de suportar, o esforço para manter a energia do grupo nas gravações, toda esta ideia que ele teve!.. sou mesmo o gajo mais sortudo do mundo.

Depois de um serão tão memorável - que terminou com um pacto: rever o clip quando tivermos 60 anos -, ontem os mesmos tertulianos geraram uma autêntica love-chain à distância. O que começou como uma troca de emails para animar a F., que se sentia em baixo nesse dia, acabou numa cadeia de declarações sentidas de amizade. Tenho a certeza que todos saímos do emprego com a sensação de ter tido um grande dia.

E depois do dia, a noite: dedicada aos meus queridos J&F, no Alto dos Moinhos. Há já tanto tempo que não víamos a Grey juntos e soube tão bem resgatar este nosso ritual de amizade. Também houve uma leitura de aura, um belíssimo jantar e conversas até tarde, de pijama vestido e a partilhar o mesmo cobertor. Foi o “voltar a casa”, que sinto quando lá estou.

É isso que os amigos são: casa.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

"Bad Romance", Lady Gaga

Primeiro estranhei-a, agora entranhou-se.
Lady Gaga é um caso sério de trabalho Pop, naquilo que - a meu ver - melhor define a Pop: música, imagem, entretenimento e o factor "wow".

As comparações com Madonna são inevitáveis - mas vendo bem a coisa, qualquer nova cantora que aparece é com ela comparada. Lady Gaga é antes um híbrido, uma espécie de Madonna meets Grace Jones meets Cindy Lauper meets Nina Hagen.

A música não prima pela originalidade. A força está mesmo na imagem e nos vídeos.
E o novo, "Bad Romance", é mesmo muito bom.

Nisso, tiro-lhe o chapéu: a garota é responsável por ressuscitar uma tradição perdida de artistas que apostavam forte e feio nos vídeos - feitos com qualidade e muito factor "wow".

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Depeche Mode: Tour of the Universe

A coincidência foi brutal: o regresso dos Depeche Mode a Portugal estava marcado para o dia… 14 de Novembro!

Esta conjugação, como que desenhada pelos Deuses, não poderia nunca ser desperdiçada.
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E para tornar tudo ainda mais magnífico, fui presenteado com o bilhete pelos meus queridos amigos J. e A.

E como se não bastasse, conseguimos ficar mesmo junto ao palco, sem ter que sacrificar muito da tarde – que, contrariamente às previsões de chuva, esteve amena e tranquila.

E a juntar a tudo isto, assisti ao concerto na companhia do Piriquito, dos meus amigos e de 19 mil pessoas, que esgotaram o Pavilhão Atlântico.

E claro: o concerto foi brutal. Senti-me privilegiado, por ter diante de mim uma banda com 30 anos de uma carreira emblemática. Os Depeche Mode revolucionaram a música e conseguem manter-se únicos – até hoje. E na noite de Sábado, entregaram um espectáculo impressionante: na performance, nos arranjos musicais, nos trabalhos de vídeo que acompanhavam as músicas, na energia e na troca que ali se geraram.

Foi uma noite memorável.
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O presente

Podia imaginar tudo, menos isto.
Recebi um presente de aniversário cujo valor e significado ainda mal consigo descrever por palavras.
Sinto-me profundamente abençoado, pelos amigos e pelo companheiro que a Vida me trouxe.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Soul-searching

Não é a primeira vez, certamente não será a última.
Vou novamente para dentro, com o desejo de quebrar
o que entretanto se cristalizou.
E amanhã faço 32 anos.

On the surface, simplicity
But the darkest bit in me
Is pagan poetry...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A coreografia

Ontem tive a 2ª aula do Curso de Formação de Instrutores de Yoga e, nos dias que lhe antecederam, todo eu era uma pilha de nervos: tinha que apresentar, à turma e aos professores, a versão "em bruto" da minha coreografia - uma demonstração de posturas de Yoga, ligadas entre si de forma harmoniosa, que servirá de avaliação no meu exame final, em Julho…

Logo eu, que padeço de um miserável de um stage fright, ter que apresentar uma coreografia de Yoga! O que é certo é que a coreografia foi pretexto para ter 3 ataques:

1) De cólicas, de tão nervoso que estava - umas horas antes da apresentação, entenda-se;
2) De riso (o maior dos últimos meses), ao assistir à versão da coreografia executada pelo Piriquito, inspirado nos desenhinhos do meu croqui, no Sábado à noite;
3) De pânico, quando na hora H, estava eu a apresentar a dita à turma, veio-me à cabeça uma música: a do anúncio do Pingo Doce! Socorro!...

Mas correu tudo bem.

9.11.1989: A Queda








sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Peter Gabriel, 1980

Uma das coisas que mais gosto de fazer é mesmo meter-me em escavações arqueológicas no terreno da música.
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E porque Games Without Frontieres sempre foi a minha música preferida do Peter Gabriel, decidi ir à descoberta do respectivo álbum. O resultado surpreendeu.

Editado em 1980, Peter Gabriel foi o terceiro álbum a solo do ex-Genesis e é um fiel testemunho do espírito da época (para mim, uma das melhores em termos musicais e culturais), em que se quebravam barreiras e se experimentavam novos códigos, novos conceitos.
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Também conhecido por Melt (em alusão à capa), este é um álbum feito de equações sonoras verdadeiramente inteligentes, combinando o rock experimental / progressivo com a electrónica. Percebe-se o quanto Peter Gabriel queria testar da tecnologia da época e combiná-la com a profundidade lírica e sonora das composições. E como cereja no topo do bolo, temos a voz de Kate Bush na 1ª faixa do álbum.

O resultado é óbvio: Peter Gabriel / Melt figura na lista dos clássicos. E eu estou viciado nele.



segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A Hora do Lobo

Morreu António Sérgio. Dono de uma voz mítica e inconfundível, figura incontornável na divulgação da música de vanguarda no nosso país, era - e continuará a ser - conhecido por todos como “o grande mestre da rádio”.

António Sérgio começou na Rádio Renascença em 1968 e esteve mais de 40 anos em antena. A paixão pela música e a paixão pela rádio eram uma só. Foi autor de programas de referência como "Som da Frente”, “Lança-Chamas” ou “A Hora do Lobo”, que educaram Portugal à música de vanguarda produzida nos anos 70 e 80.

Ouvi-o pela primeira vez há muitos anos na Renascença, era 1 ou 2 da manhã. Aquela voz, profunda e carregada de magnetismo, tão de acordo com o nome do programa ("A Hora do Lobo"), a música que por ali passavam... tudo parecia dizer-me que se tratava de um caso sério de qualidade. Mais tarde, reconheci a mesma voz na saudosa XFM. E foi com grande prazer que o reencontrei na Radar.

Segundo vontade da família e do próprio, as suas últimas gravações serão transmitidas esta semana. E um aplauso à Radar, pela homenagem ininterrupta.
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Vou ter saudades da voz do lobo.
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Bem vindo, Tiago!

E ao último dia de Outubro, o Tiago nasceu.

Parabéns querida Helena, pelo sonho tornado realidade. E pela viagem de 9 meses, nada suave - até achávamos que iam ser 90, pois o danadinho parecia não querer sair...

Ontem vi o Tiago pela primeira vez. Logo ao fim de 1 minuto, senti-me absolutamente afeiçoado a este novo ser humano, tão pequenino e sereno.

Ver a Helena como mãe faz todo o sentido. E se há coisas de que tenho a certeza, é a de que o Tiago vai ter uma mãe maravilhosa. Simplesmente maravilhosa.