sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Peter Gabriel, 1980

Uma das coisas que mais gosto de fazer é mesmo meter-me em escavações arqueológicas no terreno da música.
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E porque Games Without Frontieres sempre foi a minha música preferida do Peter Gabriel, decidi ir à descoberta do respectivo álbum. O resultado surpreendeu.

Editado em 1980, Peter Gabriel foi o terceiro álbum a solo do ex-Genesis e é um fiel testemunho do espírito da época (para mim, uma das melhores em termos musicais e culturais), em que se quebravam barreiras e se experimentavam novos códigos, novos conceitos.
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Também conhecido por Melt (em alusão à capa), este é um álbum feito de equações sonoras verdadeiramente inteligentes, combinando o rock experimental / progressivo com a electrónica. Percebe-se o quanto Peter Gabriel queria testar da tecnologia da época e combiná-la com a profundidade lírica e sonora das composições. E como cereja no topo do bolo, temos a voz de Kate Bush na 1ª faixa do álbum.

O resultado é óbvio: Peter Gabriel / Melt figura na lista dos clássicos. E eu estou viciado nele.



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