Há a música que nos conquista num piscar de olhos. E há a música que fica a "marinar" dentro de nós, até que nos rendemos - seja pela simples lei da repetição, seja pelas memórias que evoca e a carga emocional que transporta.
O meu exemplo de estimação para esta última hipótese era o álbum “Rio”, dos Duran Duran, que a minha irmã tocava incessantemente no gira-discos, tinha ela 12 anitos e eu 6. Na altura, não lhe prestava atenção (pelo contrário, chegava a sentir-me enjoado de o ouvir pela enésima vez), mas só na idade adulta percebi o quanto adoro esse disco.
Hoje acabei de descobrir outro ilustre exemplo: “Disintegration”, dos The Cure.
Se “Rio” é a minha irmã, “Disintegration” é a minha melhor amiga J. As noites na casa da Praça de Espanha, as horas mortas na universidade, os fins-de-semana em Benavente, as tardes de Sábado em Londres, as sessões de limpeza no Solar do Duque, as festas, as reuniões de amigos... este álbum está lá, em todas estas memórias. Ouvi-lo é recordar cada uma delas, com um enorme sorriso no espírito.
E porque é o Álbum de Família desta semana, tive a oportunidade de ouvi-lo com a merecida atenção. Escrito em 1989, no rescaldo de uma depressão que Robert Smith sofreu, após a banda ter experimentado a vertigem do sucesso com "Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me" (1987), "Disintegration" marcou o regresso ao lado mais negro dos The Cure.
Não sendo conhecedor exímio da obra desta banda, muito menos do universo gótico, arrisco-me a afirmar que "Disintegration" será um dos seus maiores paradigmas. É melancólico, sombrio e profundamente belo.
Agradeço à Radar, que o escolheu para Álbum de Família desta semana. E agradeço à J, por ter sido a primeira pessoa a alargar os meus horizontes musicais.
O meu exemplo de estimação para esta última hipótese era o álbum “Rio”, dos Duran Duran, que a minha irmã tocava incessantemente no gira-discos, tinha ela 12 anitos e eu 6. Na altura, não lhe prestava atenção (pelo contrário, chegava a sentir-me enjoado de o ouvir pela enésima vez), mas só na idade adulta percebi o quanto adoro esse disco.
Hoje acabei de descobrir outro ilustre exemplo: “Disintegration”, dos The Cure.
Se “Rio” é a minha irmã, “Disintegration” é a minha melhor amiga J. As noites na casa da Praça de Espanha, as horas mortas na universidade, os fins-de-semana em Benavente, as tardes de Sábado em Londres, as sessões de limpeza no Solar do Duque, as festas, as reuniões de amigos... este álbum está lá, em todas estas memórias. Ouvi-lo é recordar cada uma delas, com um enorme sorriso no espírito.
E porque é o Álbum de Família desta semana, tive a oportunidade de ouvi-lo com a merecida atenção. Escrito em 1989, no rescaldo de uma depressão que Robert Smith sofreu, após a banda ter experimentado a vertigem do sucesso com "Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me" (1987), "Disintegration" marcou o regresso ao lado mais negro dos The Cure.
Não sendo conhecedor exímio da obra desta banda, muito menos do universo gótico, arrisco-me a afirmar que "Disintegration" será um dos seus maiores paradigmas. É melancólico, sombrio e profundamente belo.
Agradeço à Radar, que o escolheu para Álbum de Família desta semana. E agradeço à J, por ter sido a primeira pessoa a alargar os meus horizontes musicais.

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