quinta-feira, 11 de março de 2010

A Single Man


Faltava ainda falar sobre "A Single Man". Todos conhecem-no como o filme de Tom Ford, o nome por detrás da marca Gucci. Foi, sem dúvida, factor que despertou a curiosidade de muitos: poderia um designer de moda transpôr a sua visão para a linguagem de cinema, enquanto realizador?

Na minha opinião, Ford passou o teste - e muito bem. Naturalmente, o factor estético desempenha um papel fundamental na narração da história de "A Single Man". Nessa estética, reconhece-se a linguagem de Ford: o guarda-roupa, os cenários, a própria dinâmica das acções, tudo parece uma produção de moda.

O que não estaria garantido, à partida, era a riqueza cinematográfica. Mais que um simples ensaio à estética dos anos 60, "A Single Man" é um filme que explora estados interiores e a percepção do mundo exterior, por alguém que decide viver o seu último dia de vida. Aproxima-se muito de "American Beauty", pela forma como explora essa interioridade - entre a percepção do real e a fantasia da mente. Sempre com a estética a servir de leme. E claro, com as interpretações magníficas de Julianne Moore e Colin Firth.

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