segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Cândido ou o Optimismo

Depois do cinema, o teatro.
A noite de Sábado foi agradavelmente preenchida com uma ida ao Maria Matos, para ver a peça "Cândido ou o Optimismo" (a 1ª de muitas para este ano, espero).

Adaptada da obra "Candide" (1759), do escritor e filósofo Iluminista Voltaire, a peça conta a história de Cândido, um rapaz que traz consigo o entusiasmo, a inocência e a simplicidade com que as crianças vivem o mundo.

O protagonista vê-se subitamente lançado na vida adulta (por meio de um pontapé traiçoeiro que o explusa do "mais belo e agradável dos castelos possíveis"), para saltitar entre guerras, terramotos (o de Lisboa, pois então), a inquisição ou a utopia do El Dorado.

Nestas viagens, Cândido conhece a paixão, a intolerância, a ignorância, a amizade, a malícia e tantos outros estados da condição humana... sem nunca perder aquele que é tão seu: o optimismo.

Encenada por Cristina Carvalhal, a peça prima pelo dinamismo, pelo humor e pela inteligência e simplicidade com que os elementos cénicos nos transportam pelos diferentes cenários por onde os personagens passam. E claro, pela mestria dos actores.
Mais ainda, traz-nos a oportunidade de presenciar uma forma de fazer teatro que lembra os tempos antigos, quando a fábula e a sátira eram os estilos eleitos para contar histórias.

Tal como Cândido, saí do teatro com a convicção de que este é mesmo "o melhor dos mundos possíveis".

Obrigado Laura e Diogo! :)

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