quarta-feira, 30 de abril de 2008

Fim-de-semana em grande (ou a Justiça Cósmica)

Há exactamente 1 ano atrás, passei os feriados de Abril e Maio de uma forma bem original: fechado a 7 copas, em quarentena absoluta, a penar com um surto de varicela em cima do pêlo...
Pois este ano, fez-se justiça!
Veja-se pela seguinte lista de factos e ocorrências de um fim-de-semana EM GRANDE (este que passou):

- o Dia da Liberdade calhou a uma 6ª feira;
- houve sol e vaga de calor (28 graus);
- passei 3 dias seguidinhos com o Mikey;
- no 25 fizemos o nosso 1º dia de praia juntos, com direito a banhos de mar, torranço ao sol e o 1º bronze do ano;
- à saída da praia, uma fila de trânsito absolutamente imóvel fez com que eu cedesse às resistências e pedisse ao Mikey para pôr o bendito CD a tocar. E assim aconteceu a minha 1ª audição de "Hard Candy", na íntegra;
- aproveitando a viagem, rumámos ao Seixal, comemos farturas no parque (o fim-de-tarde estava quente e alaranjado) e passámos o serão na boa companhia da Helena, entre conversas, crepes com espinafres e videos do Youtube;
- o Sábado foi dedicado a um dos meus hobbies favoritos: fazer turismo por Lisboa. Partimos da Alameda para descer a Almirante Reis até ao Martim Moniz e, daí, subir até ao Castelo de S. Jorge, o velho guardião da cidade, onde assentámos arraiais para disfrutar de tudo a que se tem direito;
- o Domingo começou com 30 minutos de jogging, logo pela manhã;
- continuou com um café no CCB e uma visita ao Museu Berardo (chegámos no timing certo para uma visita guiada, que nas lides da Arte Contemporânea é bem vinda);
- terminou em grande, com uma ida à FNAC Colombo, para o lançamento do "Hard Candy", que às 23:00 se materializou, finalmente, nas nossas mãos - juntamente com uma t-shirt e a hipótese de ganhar um bilhete duplo para a nova tour!

A varicela foi ou não foi compensada?
nm

terça-feira, 29 de abril de 2008

P'ra meter na mala e levar p'ra casa...

Um "Mé Mé" via SMS, a meio de uma tarde de trabalho.

Parabéns, Mãe

Este Sábado que passou, dia 26, a Mãe teria completado 59 anos de idade.

A Mãe gostava de visitar locais que a pudessem transportar a outras épocas da nossa História. Por “coincidência”, eu e o Mikey passámos a tarde no Castelo de S. Jorge, nesse lindo (e antecipado) dia de Verão.

Só mais tarde me apercebi deste presente que lhe oferecemos.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Aos altos e baixos...

... tem sido o percurso, nestes dias que correm. E os 2 últimos dias foram no sentido descendente.

O Mikey classificou muito bem esta fase, como uma espécie de travessia no deserto. Trata-se aqui de questões materiais: umas que espelham escolhas e acções do passado, das quais me quero libertar terminantemente, outras que exigem nada mais que paciência e perseverança.

Senti-me extremamente cansado, nestes 2 dias. De não querer mais certas coisas que teimam em não desaparecer. De tanto sonhar com uma nova realidade. De sentir medo, muito medo. Passei estes dois dias a perguntar-me “porque é que isto não tem fim?”.

Talvez a resposta seja simplesmente "porque ainda não terminou". Não adianta tentar perceber por quê. Interessa apenas aceitar as coisas como são, viver da melhor forma com elas, senti-las como parte da vida que hoje tenho. E acreditar que estou cada vez mais perto do fim da travessia e da passagem para outra realidade, aquela que eu agora idealizo em forma de miragem.

Depois de descer, ontem à noite comecei a subir. As palavras reconfortantes do Mikey, a companhia da Joana e do Fred, a leitura à cabeceira da cama, tudo foi gerando calor e energia cá dentro. Terminei o dia a recortar papéis com afirmações, escritas à mão, daquilo que realmente quero da vida, e a pendurá-las no painel de cortiça que tenho no quarto.
Ficou bonito, o resultado. Fez-me sorrir e adormecer aliviado.

Finalmente, o nº 1!

Concordo que o real propósito da Arte não seja o de competir... mas foi mesmo bom saber que "4 Minutes" atingiu, esta semana, o nº 1 da tabela de singles do Reino Unido!

Depois de 4 semanas de sobe-e-desce (entrada directa para 7º, subida para 5º, descida para 8º e recuperação para 4º), o single bateu finalmente no tecto, destronando "American Boy" de Estelle.

E, sublinhe-se, apenas com base no airplay das rádios e nos downloads, já que o single propriamente dito ainda não foi posto à venda!

Falta agora conquistar o nº 1 de outra tabela musical de referência, a da Billboard, onde esta semana desceu de 3º para 7º lugar. Mas nada está perdido: é a partir da próxima semana que as coisas vão aquecer, com o lançamento do album, a performance no Roxy e a injecção promocional nos media, que inclui as habituais participações em talk-shows.

Entretanto, o album já está totalmente disponível na net, bastando para isso entrar nos sites certos. Eu cá continuo a resistir estoicamente à tentação, reservando a primeira audição de "Hard Candy" para o dia em que este verá, oficialmente, a luz do dia.

Está a custar que se farta, mas a sensação de provar o doce no dia oficial, sem contrabandices, vai compensar. Há tradições que valem a pena manter...

I only got 4 days ...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O propósito da Arte

Ontem, enquanto passavam um especial sobre Nick Cave na Radar, fiquei a saber que o mesmo recusou receber um prémio qualquer pelo seu trabalho, pois na sua opinião, "a Arte não é uma competição".

Ora tomem!

O Exercício do Disparate

Uma das melhores coisas em estar com a Helena e a Lília é a possibilidade de exercitarmos o Disparate, da forma mais solene que se pode imaginar: dizendo reais disparates.

Assim foi neste final de tarde, à mesa do café da FNAC. Entre todos os disparates que brotaram da nossa conversa, quais cogumelos em terra húmida, há 3 que merecem respeitoso registo:

1)
Lília - ... aconteceu uma cena estranha, mas em vez de ficarmos a discutir, adormecemos.
Rui - Tipo: apareceu um porco no meio da sala, vomitou e vocês adormeceram!

2)
Helena - Deixei os feijões (germinados) na mala do carro e aquilo não pára de crescer!
Lília - Faz estufa...
Rui - Olha! Podias cultivar morangos no teu carro!
Lília - E diospiros!
Helena - Sim! É um carro comercial, olha lá o espaço! Punha lá uma horta... com vacas!
Rui - E porcos... a vomitar... e depois eles adormeciam.

3)
Rui - ... depois de ter ido prá UniYoga...
Helena - Brownie Yoga???
Rui - Sim. Aquele Yoga em que tens um brownie suspenso em frente à boca mas não o consegues comer, para trabalhar a paciência e superar o sofrimento. Olha eu, a esticar a linguinha e a encostá-la ao brownie, a ver se ele amolece, para escavar com a pontinha...

Pronto.

Quem o viu e quem o vê...

De há uns meses para cá, a minha vida mudou. De repente, são tantos os dias em que acordo feliz, deito-me feliz, vivo feliz.

É da protocooperação ;)

P.S.: Nos outros dias, a felicidade está lá, mas ando distraído.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Os 4 atributos do Amor Puro

Apresenta-nos Kryon no seu 5º livro, o lindíssimo "The Journey Home":
  • O Amor é sereno
  • O Amor não é premeditado
  • O Amor é silencioso, não se vangloria
  • O Amor tem a capacidade de saber usar estes 3 atributos na perfeição.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Percepção, consciência e co-criação

Quero recordar o dia de hoje e o que este me trouxe.

Sinto que hoje renovei a minha consciência, não porque alguma alteração de maior tenha acontecido no exterior. Levantei-me da mesma cama, pratiquei yoga à mesma hora, trabalhei no mesmo escritório, almocei e jantei com a mesma necessidade, interagi com as mesmas pessoas.
A mudança foi interna, silenciosa: a uma certa hora do dia, a minha percepção sobre os meus actuais desafios (ou "preocupações", em alturas menos optimistas) sofreu um reajuste. Um presente do Universo, disfarçado de simples conversa no local de trabalho.

Nada que eu já não tivesse sentido - aliás, foi com essa percepção, essa energia amorosa, que aceitei os desafios do "aqui e agora". Mas acabei por esquecer algumas coisas a meio do caminho, à medida que me fui deixando enlear por medos, inseguranças, ansiedades. O tempo passou e, quando dei por ela, começava a ter os sintomas que anunciam a crise de fé. O que estava para lá da minha percepção parecia não prometer as respostas desejadas e, procurando montar redes de segurança, fui fazendo ajustes, acabando por adulterar a ideia d'O Que Eu Realmente Quero.

Mas não é com esta nova ideia que quero operar. É com a ideia original. Porque é essa que espelha os meus mais sinceros desejos; que melhor define Quem Eu Realmente Sou e Quem Eu Quero Ser. A imagem que ela me traz é uma imagem de resultados, não de meios para os atingir. O Universo encarrega-se dos meios.

Afinal, co-criar é isto.
É lançar o pedido e estar atento e aberto às respostas que vão surgindo.
É participar no processo, fazendo o que está ao nosso alcance, desde que de acordo com a nossa Verdade (e a Verdade sente-se a nível emocional, o corpo dá respostas) .
É não forçar absolutamente nada.
É reconhcer as nossas limitações, quando elas existem.
É amarmo-nos, com essas limitações.
É entender que elas são isso mesmo - limites - e confiar que outra variável, que poderá estar fora do nosso controlo, entrará em jogo, para equilibrar os pratos da balança e conduzir-nos até mais perto da ideia original.
É não desesperar com a aparente demora, pois "tudo vem ter comingo na sequência perfeita do tempo e do espaço".
É aceitar o que vem - ou o que não vem - como a real resposta do Universo ao nosso pedido. Seja para chegar até ele, ou para perceber que não era nada daquilo que, afinal, nós queríamos. Porque o Universo responde à letra. Mesmo. Já o senti na pele.
Acima de tudo, é confiar neste magnífico processo cósmico, assente na Lei da Atracção.
É estar em sintonia com a nossa centelha divina, com o nosso coração e o que ele nos dita.

Hoje recuperei o foco primordial, a ideia d'O Que Eu Realmente Quero. E sinto-me feliz por isso. Mas sei também que, lá mais para a frente, posso esquecer-me disto novamente e voltar a deturpar a consciência. Que nessa altura eu leia este post e recorde o que estou a sentir agora!

The London Diaries II

(com fotos da autoria do Mikey)

6ª feira, 7 de Março: DAY TWO

Pelas 10 da manhã, tocou o despertador. Apesar de estarmos a um Atlântico de distância das obrigações diárias, decidimos recorrer ao arqui-inimigo do sono dos justos, para que o nosso dia fosse proveitoso. Afinal, íamos finalmente disfrutar da nossa viagem!

Para tornar as coisas ainda mais promissoras, a manhã adivinhava um dia particularmente afortunado, para início do mês sucessor ao das quedas de neve: estava sol!

Acabámos por fazer uma bela e inesperada ronha, apenas por solidariedade à pregnant Andrea, que esperava a visita do funcionário do Borough para verificação da casa. Para que tudo lhe corresse bem, deveriam concluir que a casa não oferecia as condições necessárias para criar o futuro bebé, por estar ocupada por demasiadas pessoas... uma crowded house, portanto (rico trocadilho de trintão, este). Posto isto, até era bom que o funcionário visse duas pessoas enfiadas na cama, para dar um ar ainda mais crowded à situação. De mim, só deve ter visto o cocuruto, pois aproveitei a ocasião para me enterrar mais um bocadinho entre os cobertores, o colchão e o Mikey. Ah ronha maravilhosa...

A manhã foi disfrutada entre o pequeno-almoço, o duche, a preparação do farnel para a tarde e uns dedos de conversa com o Pedro, até que partimos, enfim, para aventura.

O início de tarde desenhava um cenário perfeito para revisitar o verde-vivo dos Hilly Fields. Mas logo a memória pregou-me uma bela partida: virámos na rua errada e fomos parar... ao cemitério de Brockley (onde eu nunca tinha estado antes, entenda-se)! Depois de contornarmos o terreno numa rua que parecia não ter fim, já eu desfolhava freneticamente o “A to Z” do Pedro e começava a irritar-me com tamanho “isto não estava nos meus planos” - feitio feio, eu sei.... Valeu-nos a “coolness” do Mikey para recuperarmos o norte, usando o melhor método do mundo: perguntar a alguém! Neste caso, a uma senhora “carteira” (é mesmo assim que se chamam as senhoras que distribuem correio às pessoas?).

E eis que apareceram, os Hilly Fileds! As lembranças foram inevitáveis: das travessias a caminho de Lewisham, da imagem relaxante a partir da janela da sala, dos banhos de sol estendido na toalha, de olhos fechados e a imaginar-me na Costa, da camada de branco após a neve de Fevereiro, das tardes de jogging da Joana, dos piqueniques, das catarses e co-criações à volta do círculo de pedras, do fogo-de-artifício a 360º a marcar a passagem de 2004 para 2005... Sabia bem estar ali novamente. E foi emocionante passar à porta da minha ex-casa, o nº 25 da Montague Avenue. Estava tudo igual, excepto as cortinas novas nas janelas da antiga sala.

Descemos a Harefield Road até à estação de Brockley, entusiasmados com uma real vontade de passear.

Para bem sentir a pulsação da cidade, nada como sair em Tottenham Court Road, a fascinante encruzilhada de algumas das artérias mais vibrantes de Londres. Depois de uma paragem no Nero para um café, era necessário comprar pilhas para a máquina fotográfica e sumos para o almoço. Lembrei-me de um pequeno Tesco em Dean Street, já à entrada do Soho, e lá fomos nós. O Sol tornava as ruas do bairro mais gay de Londres ainda mais… “gay” (leia-se “alegre”) e atractiva. Logo ali, a Soho Square afigurava-se ideal para o nosso brunch e para as primeiras fotos da viagem. Naquele banco de jardim, com a sanduíche de queijo e o sumo de maçã na mão, senti uma alegria imensa - por estar ali com o Mikey, por vê-lo tão contente, por tudo estar a saber tão bem!
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Havia que tirar melhor partido do sol: a paragem seguinte tinha mesmo que ser o Hyde Park. Em vez de nos enfiarmos no metro, descemos a Oxford Street inteira, onde fomos encontrando aqueles elementos visuais irresistíveis ao olhar do turista, entre os souvenirs alusivos à cidade nas gift shops, passando pelo frenesim das mil e uma lojas de vários andares (ainda entrámos numa Zara, só para perceber as diferenças), até aos famosos double-decks que circulavam, aos magotes, na estrada.


Foi como eu previa: adorei fazer aquela travessia, por nela ter sentido a tal pulsação de que já sentia saudades.

O final da rua sugeria a entrada noutra dimensão, devidamente assinalada por Marble Arch, a fazer as vezes de portal. Atrás do grande arco de mármore, o campo de visão ganhava uma nova amplitude, com uma vasta mancha de verde a anunciar o grande parque da cidade.


Moradia do palácio de Kensington, do lago Serpentine, da estátua onírica do Peter Pan, de vastos hectares de relvado e árvores e, claro, dos nervosos esquilos, o Hyde Park é o verdadeiro retiro da Londres frenética. Ali, dá mesmo vontade de nos estendermos na relva e esvaziar a mente. Não foi o que fizemos, pois a humidade da relva não era lá muito convidativa, mas disfrutámos certamente daquela paz, a caminhar e a conversar sobre tantas coisas.
Pelo meio, bati finalmente o meu recorde de aproximação aos esquilos (há 4 anos atrás, as criaturas fugiam de mim a sete pés), usando pedaços da outra sanduíche como argumento principal na operação de charme. Resultou na perfeição: depois do primeiro, veio outro, e mais outro, e mais outro! Dei por mim a sentir-me o messias dos esquilos, enquanto o Mikey fotografava o fenómeno.


Outro dos momentos altos foi o banco de jardim, que gritava “local romântico!”... “Notting Hill!”... Não resistindo ao chamamento (pelo contrário, venha ele!), usámos o modo automático da máquina do Mikey e tirámos uma bela foto lá sentados – se me fizessem uma endoscopia naquele momento, veriam que até os meus órgãos internos estavam a sorrir. Juro!
Imortal tournou-se, também, o grande momento das placas sinalizadoras de Kensington e do Memorial de Diana, protagonizado pelo Mikey. Ninguém melhor que ele mesmo para falar deste episódio, tão deliciosamente relatado no seu blogue.

Saímos do Hyde Park numa das orlas mais posh e caras da cidade: South Kensignton, com os seus hotéis e apartamentos mega-hiper-re-luxuosos. Foi luxo de pouca dura, pois a tarde já ia alto e outra grande e tão ansiada paragem esperava por nós: a Tate Modern! Enfiámo-nos do subsolo, que agora dava jeito, e apanhámos o metro para St. Paul's.


A ideia seria passar pela catedral, piscar o olho a mais um local ultra-familiar (era este o terminus do Bus 172, que eu e a Joana usávamos para ir e vir da faculdade) e atravessar a Millennium Bridge até à margem sul, onde a antiga central eléctrica, convertida em galeria de arte moderna, nos recebia. Assim foi. O sol continuava desimpedido no céu e o final de tarde estava quase perfeito, não estivesse o vento tão estupidamente frio que até nos bolsos do casaco se enfiava.
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Os deuses estavam do nosso lado: enquanto procurávamos o horário de funcionamento da galeria, para perceber quanto tempo teríamos para nos regozijarmos, ficámos a saber que a 6ª feira era o único dia da semana em que a Tate estava aberta até às 23h00! Ah país evoluído...

As horas que se seguiram foram um absoluto festim para os sentidos, o intelecto e o espírito. A incursão pelos 3 dos 5 andares da Tate foi marcante para ambos: para o Mikey, por sentir-se no 7º Céu e chegar mesmo a apertar-me o braço para conter a emoção (não é todos os dias que se partilha o mesmo espaço com tantas obras e artistas de eleição); para mim, por sentir que acabava de alargar as minhas fronteiras perceptivas, pois pela primeira vez, estava realmente aberto à linguagem de uma arte que nunca consegui perceber muito bem, chegando até a troçar dela. Degluti o sapo e deixei-me cativar pela energia e solenidade que se respirava naquele templo do pensamento e da criação contemporâneas.
E como o que vimos naquelas quase 3 horas foi mesmo muito, decido deixar eventuais referências para futuros posts - terei que fazer valer-me dos folhetos que trouxe e das anotações do Mikey para recordar coisas que, entretanto, a memória vai arquivando.

Refastelados, como quem sai daqueles almoços que duram uma tarde, saímos da Tate para ter a primeira visão da noite de Londres (naturalmente, Lewisham não contou), lindíssima. Os pés e as pernas já davam sinais, bem como o estômago, que a sensação de saciedade era somente extrafísica.
Não foi difícil concordarmos que o dia de passeio estava dado por terminado. Agora, o que queríamos mesmo era regressar a casa, comer uma bela refeição enlatada, deliciarmo-nos com um Madeira Cake, passar uns bons momentos à conversa com o Pedro, vestir o pijama e... dormir!


nm

sexta-feira, 11 de abril de 2008

La Môme

Faltava-nos ver o filme que deu a Marion Cotillard o Oscar de Melhor Actriz deste ano.

Fazer um filme sobre Edith Piaf seria certamente uma ideia ambiciosa. A intenção de retratar as mulheres da nossa mitologia na grande tela acaba sempre por resultar numa de duas coisas: numa obra-prima ou num desastre.

Aos exemplos magistrais de "Cleópatra", "Evita" ou "Elizabeth", junta-se agora "La Môme", que nos conta a história do maior ícone da cultura francesa, Edith Piaf.

O filme é tão intenso e perturbador quanto a própria história desta mulher, nascida e crescida na miséria de uma Paris de início de século e transportada para a fama aos 20 e poucos anos.

Não obstante a normal cadência cronológica, a narrativa leva-nos a saltar entre passado, presente e futuro, para melhor compreendermos a vertigem em que Piaf viveu, dominada por feridas e fantasmas que dariam força tanto à sua arte como à sua própria destruição.

Mas o que realmente marca neste filme é a interpretação de Marion Cotillard, talvez numa das melhores encarnações que já vi no cinema, pelo exercício impressionante de transfiguração que aqui protagoniza.

E depois temos a música, na voz da própria Piaf.
Arrebatador.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

This Journey In (The Rebirth)


Por vezes, a boa música vem até nós das formas mais inesperadas e discretas. Assim aconteceu com este album.

Há umas semanas atrás, estava eu em casa do Mikey, quando ele me deu 3 ou 4 CDs que tinha encontrado repetidos na sua colecção, após a longa (mas prazerosa) tarefa de catalogar toda a sua música. Levei os CDs para casa e, passados estes dias todos, peguei num deles.

O título "This Journey In", de uns tais The Rebirth, não me dizia absolutamente nada. Pus a tocar no discman e foi como ter descoberto uma nota de 20 euros no bolso das calças: wow!

Ouvir este album, para alguém que sempre adorou soul e funk, é uma agradável surpresa. "This Journey In" é imediatamente ressonante com o groove dos The Brand New Heavies, dos Incognito e dos Jamiroquai nos seus primórdios.

Melhor ainda, sente-se neste septeto de Los Angeles o puro prazer de fazer boa música, sem quaisquer pretensões de furar o mainstream. Neste album de estreia, os The Rebirth oferecem-nos 11 elegantes canções de toque vintage, fundindo funk com soul, jazz e até algum samba.

Tão quentes e cheias de good vibes, que dá vontade de acelerar o tempo, até uma qualquer bela noite de Verão.

terça-feira, 8 de abril de 2008

O nosso novo vício

E tão bem que sabe!

Como qualquer boa guloseima, são logo 2 episódios de seguida, que um pedaço apenas não chega!
nm
Aguardamos novos episódios...

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Madonna faz história!

Foi hoje anunciado que "4 Minutes" fará uma subida meteórica na tabela desta semana da Billboard, de 68º para... 3º lugar! Não resisto a fazer as contas: o novo single de M sobe, assim, 65 posições na tabela!

Esta subida traz consigo um record histórico: Madonna passa a ser o artista com mais Top 10 nos EUA de sempre, saindo assim do empate com Elvis Presley!
YOU GO GIRL!!!


Ainda nas contagens, "4 Minutes" subiu esta semana de nº 7 para nº 5 no top britânico e atingiu o 1º lugar na tabela norte-americana do iTunes.

Mas há mais...
  • A imprensa continua ao rubro: foram divulgadas mais duas cover stories, desta vez das edições de Maio da Elle UK e Elle USA, ambas revelando uma nova sessão fotográfica por Tom Munro, em exclusivo para a publicação.




  • Está escolhido o 2º single de "Hard Candy": será "Give It 2 Me", a ser lançado em Junho. Rumores indicam que o videoclip já está a ser rodado!

  • Já andam a circular 3 teasers de promoção ao album. «Are you getting hard... candy?».
  • É AMANHÃ a estreia do video de "4 Minutes"! Será às 4:44 da tarde na internet (em http://www.tick-tock.tv/), estando horas depois a circular nas televisões de todo o mundo.

Hold your breath!...

De volta ao Yoga

Depois de 9 meses intensivos no SwáSthya, seguidos de um interregno de 4 meses (céus, o tempo passa tão depressa), voltei finalmente a praticar Yoga.

Corria o mês de Dezembro quando abandonei a prática e o plano de tirar o curso de instrutor. Uma série de acontecimentos foram estreitando o tempo e o dinheiro que tinha disponíveis e tive que optar.
Porém, sentia que este não era um "adeus" ao Yoga, mas sim um "até breve".

Foi então que, no mês passado, surgiu a oportunidade de retomar a prática, de forma tão inesperada e graças ao Nextart. No momento em que, lá no trabalho, reservei um lugar para mim no curso de Hatha Yoga Dinâmico, uma onda de entusiasmo invadiu-me de imediato. A ideia de voltar a praticar, duas vezes por semana, era sentida como o resgate de um pedacinho de mim mesmo.

Porque, de facto, a descoberta do Yoga foi algo que me marcou muito, faz agora 1 ano. Aqui, encontrei um terreno fascinante de descoberta do corpo (físico e não só). A cada prática que ia somando, sentia-me a ir mais além, a derrubar as minhas próprias limitações físicas, a descobrir potenciais que estavam mesmo ali. Uma metáfora para a vida, era assim que o sentia. Um exercício à paciência, à preserverança, à auto-estima, ao equilíbrio, à beleza, à evolução, à união.

Já fiz as 2 primeiras aulas e é com alegria que volto a sentir o mesmo que senti há 1 ano atrás: que o Yoga faz todo o sentido na minha vida!

E que bem que soube comprar o meu primeiro tapete...