terça-feira, 15 de abril de 2008

Percepção, consciência e co-criação

Quero recordar o dia de hoje e o que este me trouxe.

Sinto que hoje renovei a minha consciência, não porque alguma alteração de maior tenha acontecido no exterior. Levantei-me da mesma cama, pratiquei yoga à mesma hora, trabalhei no mesmo escritório, almocei e jantei com a mesma necessidade, interagi com as mesmas pessoas.
A mudança foi interna, silenciosa: a uma certa hora do dia, a minha percepção sobre os meus actuais desafios (ou "preocupações", em alturas menos optimistas) sofreu um reajuste. Um presente do Universo, disfarçado de simples conversa no local de trabalho.

Nada que eu já não tivesse sentido - aliás, foi com essa percepção, essa energia amorosa, que aceitei os desafios do "aqui e agora". Mas acabei por esquecer algumas coisas a meio do caminho, à medida que me fui deixando enlear por medos, inseguranças, ansiedades. O tempo passou e, quando dei por ela, começava a ter os sintomas que anunciam a crise de fé. O que estava para lá da minha percepção parecia não prometer as respostas desejadas e, procurando montar redes de segurança, fui fazendo ajustes, acabando por adulterar a ideia d'O Que Eu Realmente Quero.

Mas não é com esta nova ideia que quero operar. É com a ideia original. Porque é essa que espelha os meus mais sinceros desejos; que melhor define Quem Eu Realmente Sou e Quem Eu Quero Ser. A imagem que ela me traz é uma imagem de resultados, não de meios para os atingir. O Universo encarrega-se dos meios.

Afinal, co-criar é isto.
É lançar o pedido e estar atento e aberto às respostas que vão surgindo.
É participar no processo, fazendo o que está ao nosso alcance, desde que de acordo com a nossa Verdade (e a Verdade sente-se a nível emocional, o corpo dá respostas) .
É não forçar absolutamente nada.
É reconhcer as nossas limitações, quando elas existem.
É amarmo-nos, com essas limitações.
É entender que elas são isso mesmo - limites - e confiar que outra variável, que poderá estar fora do nosso controlo, entrará em jogo, para equilibrar os pratos da balança e conduzir-nos até mais perto da ideia original.
É não desesperar com a aparente demora, pois "tudo vem ter comingo na sequência perfeita do tempo e do espaço".
É aceitar o que vem - ou o que não vem - como a real resposta do Universo ao nosso pedido. Seja para chegar até ele, ou para perceber que não era nada daquilo que, afinal, nós queríamos. Porque o Universo responde à letra. Mesmo. Já o senti na pele.
Acima de tudo, é confiar neste magnífico processo cósmico, assente na Lei da Atracção.
É estar em sintonia com a nossa centelha divina, com o nosso coração e o que ele nos dita.

Hoje recuperei o foco primordial, a ideia d'O Que Eu Realmente Quero. E sinto-me feliz por isso. Mas sei também que, lá mais para a frente, posso esquecer-me disto novamente e voltar a deturpar a consciência. Que nessa altura eu leia este post e recorde o que estou a sentir agora!

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