É o que sinto quando penso nos amigos que tenho. São poucos mas muito, muito valiosos.
Muitas vezes não consigo chegar até eles e abrir o coração por completo, contar-lhes o que me vai na alma. Há uma camada qualquer que me impede de deitar as emoções cá para fora. Até um iridologista encontra este traço na minha íris. Felizmente, é apenas um traço de personalidade, não define quem realmente sou e quem realmente posso ser. Pode ser trabalhado, alterado.
Neste trabalho, entram as pessoas que me querem bem e a quem eu quero bem. Entra uma linguagem paralela, não verbal, através da qual se captam as emoções que vou silenciando. Porque nos conhecemos como a família se conhece.
E mesmo que não consiga exteriorizar os "demónios", a simples presença dos meus amigos faz-me sentir querido e acompanhado, tornando a jornada menos difícil. Como se, no meio de uma travessia no deserto, debaixo de um sol abrasador, houvesse uma sombra para descansar e refrescar a mente, o corpo, as ideias... e a vontade de continuar a viagem.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
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