De um grande filme clássico para um grande filme contemporâ-neo.
Foi com "Les Chansons D'Amour" que, esta 4ª feira, iniciámos o ciclo "Um Ano de Cinema(s)" do Nimas - uma iniciativa de se tirar o chapéu.
Realizado em 2007 por Christophe Honoré, "Les Chansons D'Amour" é isso mesmo: uma história sobre o Amor, contada em canções. Mas o que torna este filme tão especial é o facto de conseguir levar o género musical para um novo nível. Quem disse que os musicais têm de ser super-produções a efervescer de cor, figurantes, coreografias sumptuosas e poses teatrais?
Este é um filme low-budget cuja história, decorrida na Paris dos dias de hoje, retrata o Amor de uma forma tão hiper-realista quanto completa: o Amor a dois e a três; o Amor entre sexos opostos e sexos idênticos; o Amor impetuoso e o Amor profundo; o Amor entre amigos, entre amantes, entre familiares; o Amor na presença e na ausência.
Tudo isto é enaltecido pelas interpretações cativantes de uma nova geração de actores franceses, pela ousadia do argumento e por uma banda sonora simplesmente brilhante. Para além de tudo isto, há também Chiara Mastroianni.
A sinopse promocional classifica um dos momentos altos do filme como "a melhor cena numa varanda desde Romeu e Julieta". Concordo plenamente.
Fica aqui uma certeza: há muito que não via um filme tão arrebatador.

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