segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Brief Encounter

Porque o período de cativeiro ia estender-se até 2ª feira, aproveitei para fazer algo que já não acontecia há muito: ficar acordado até às 4 da manhã, a ver (mais) um filme.

Tinha um DVD em lista de espera há um montão de meses, que me foi passado pelo professor de Pintura de Retrato lá do trabalho, em cuja opinião de cinéfilo confio plenamente. Ontem decidi riscá-lo da dita lista.

“Brief Encounter” fez-me entrar num universo ainda pouco explorado, mas que tanto me atrai: o do cinema produzido na primeira metade do século XX (aka cinema a-preto-e-branco).
Realizado em 1945 no Reino Unido, este filme emana toda a mística do cinema clássico: o drama de amor (a trama gira em torno da relação furtiva de uma mulher casada), a estação de comboios como cenário central, as emoções vividas de forma contida mas intensa.


Dá-nos também a conhecer Celia Johnson, uma actriz guja expressividade é tão hipnotizante quanto a de Bette Davis, com a diferença de a primeira não ter atingido a mesma notoriedade – não pela falta de talento dramático, já que a sua interpretação neste filme valer-lhe-ia uma nomeação para os prémios da Academia, em 1947.

Sem dúvida, quero repetir a viagem, com mais filmes assim.

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