quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Changeling

É grande o impacto provocado por histórias que, mesmo ficcionadas, retratam o lado feio do mundo em que vivemos. O impacto duplica quando as histórias são reais.

"Changeling", o mais recente filme de Clint Eastwood, é um destes últimos exemplos. Uma mulher regressa a casa, vinda do trabalho, e descobre que o filho de 8 anos desaparecera. Acompanhamos o seu desespero na luta para descobrir o paradeiro da criança - o que já é suficiente para o inevitável nó na garganta.
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E como se não bastasse, é-nos dada a conhecer uma faceta assustadora da sociedade em que vivemos, onde o abuso de poder ou a simples alienação podem conduzir o ser humano a cometer actos atrozes para com o seu semelhante. E embora o filme decorra nos anos 20, muito do que é retratado não sofreu grandes alterações, ou simplesmente se readaptou.

Mas este é também um filme de preserverança, força e esperança, como antídotos de toda esta escuridão. E a interpretação de Angelina Jolie é impressionante.


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