Um dia depois, ao princípio da noite, senti um súbito - e estranho - calor, a ponto de não aguentar o meu cachecol mais quente, o meu casaco mais quente e a minha camisola mais quente, que tinha vestido pela manhã. Mas como tinha acabado de sair da aula de yoga, pensei que a sensação era mais interna que externa - como até é habitual.
Hoje cheguei ao trabalho e fui bombardeado pela notícia: Portugal sofreu o maior sismo dos últimos 40 anos. Marcou 6 na escala de richter. A minha irmã ligou, uma colega de trabalho também, no Facebook, na rádio, na esplanada onde tomo café todos os dias, todos falavam nisso. Foi à1:30 da manhã e parece que foi mesmo forte - assustador, até.
Eu cá estava ferrado a dormir e não dei por nada. Mas pus-me a pensar: um abanão tão literal como este é uma belíssima oportunidade para constatarmos que os nossos "problemas" têm o tamanho de um grão de areia, perante uma das poucas verdades realmente absolutas: o poder está do lado na Natureza. Há que respeitá-lo.
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