quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Gainsbourg (Vie Héroique)


Os franceses continuam a ganhar pontos no domínio das biopics. Depois do hiper-realismo (arrepiante) de Piaf em La Môme, chegou até nós o tão esperado Gainsbourg (Vie Héroique).

E o melhor deste filme está na escolha de quem o realizou: trocar a Verdade pela Fábula. Mais do que uma reprodução dos factos reais da vida de Gainsbourg, encontramos um misto de verdade e fantasia, de realidade e mito. Mais do que um filme, esta é uma homenagem, feita com respeito - tenho quase a certeza que um americano iria explorar a fase decadente, já no fim de carreira - e mestria - da escolha dos actores à recriação das épocas que definiram a sua carreira, tudo é perfeito.

Gainsbourg (Vie Héroique) é o filme que Gainsbourg merece, imortalizando aquilo que realmente o definiu: o seu espírito transgressor, o seu magnetismo e o seu enorme talento como músico e poeta. Esta é a Verdade.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Estou A Ficar Velho (1)

No outro dia vi um jovem à porta do Brown's de casaco preto, calças de lycra rosa fucsia e botas peludas até ao joelho. Desisti de analisar e arrumei o assunto da seguinte forma: era um cruzamento entre um gótico, uma pastilha elástica e o Chewbacca...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Bom som. Gosto.

Já se avizinha...

Não é por nada que costumamos dizer «Já estamos em Outubro... daqui ao Natal é um pulinho.»

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O cromeleque

É uma das marcas mais antigas que se conhece do património humano na Terra e está aqui tão perto.

O cromeleque dos Almendres fica na estrada de Évora para Montemor-o-Novo, mais precisamente na freguesia de Guadalupe. Estudos indicam que a sua origem remonta ao fim do 4º milénio a.C.. e que serviu como ponto de contacto com o Espírito e os astros.

Hei-de ir a este lugar.

The Age of Adz (Sufjan Stevens, 2010)

Senhoras e senhores.... um dos melhores álbuns do ano.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Outono

Uma coisa que adoro são os rituais próprios das estações. Este Domingo, esteve uma daquelas tardes lindíssimas de Outono, perfeita para um passeio a pé - uma das coisas que eu e o Piriquito mais gostamos de fazer.

E como no Verão as andanças são outras, já tínhamos muitas saudades de uma tarde assim: a passear pela Guerra Junqueiro e a Av. de Roma, a entrar numa ou outra loja (a Bertrand até nos proporcionou um bom momento de Fotografia), a comer as primeiras castanhas assadas da estação.

Hoje vou acrescentar um cobertor à cama e fazer a mudança de roupa no guarda-fatos. O Outono veio para ficar.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O empurrão

Foi com uma imensa alegria que vi os meus amigos encherem-me de palavras de entusiasmo, depois de terminar o 1º ano do curso de formação de intrutores de Yoga. Num abrir e fechar de olhos, ganhei uma mão cheia de potenciais alunos - dos que já praticavam mas entretanto pararam, aos que nunca experimentaram mas sentem curiosidade em entrar no admirável mundo do Yoga.

Corria o mês de Julho, fiz contas à vida e tracei um plano: preparar-me em Setembro, testar as primeiras aulas em Outubro e começar a sério algures em Novembro.

Pois já todos sabemos: nem tudo o que se planeia, acontece. Há variáveis que estão ocultas e que, com o passar do tempo, revelam o seu peso.

No meu caso, foi apenas uma: a auto-confiança. Setembro foi chegando e dei por mim a oferecer resistência, a fugir de fininho, argumentando com a clássica desculpa do "não me sinto preparado".

Claro que, para dar uma aula de Yoga, é preciso preparação. Encaro este ofício como algo de muito sério. Mas à seriedade do objecto, prevalece a insegurança do sujeito.

Há uns dias, a G. (uma das mais entusiastas, desde o dia 1) chegou-se à frente e lançou-me um SOS, via Facebook: «Não aguento mais... preciso de ti... preciso de yoga... preciso de ti no yoga comigo!»
Resposta imediata: «o arranque está a ser mais difícil que eu imaginava, por tantas razões. mas não me esqueço de ti!».

E entrou o fim-de-semana. E lembrei-em que, por vezes, o Cosmos dá-nos valentes empurrões, para pôr em movimento aquilo que muitas vezes encravamos, voluntariamente. Senti que, mais que um apelo, a G. estava a dar-me um empurrão.

Chegou a 2ª feira e mandei-lhe uma mensagem: «Então 'bora lá. Vou deixar-me de tretas e começar contigo, só para experimentar. E acima de tudo, para te proporcionar um momento de Yoga. É pecado ter alguém tão desejoso de praticar e não dar resposta. Shiva não ia gostar nada! :)»

A aula de Yoga está marcada para este Sábado.

New York, New York III: icons













quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Manuel

Manuel nasceu no seio de uma família diferente das outras.
Queria estudar e seguir carreira na Marinha. Tinha 18 anos quando o pai e o irmão foram assassinados, mesmo à sua frente.
Viu-se forçado a assumir um cargo de liderança para o qual não estava preparado.
Aos 20 anos, quando finalmente aprendera a abraçar a sua nova condição, viu-se forçado a abandonar o seu País.
Viveu o resto da sua vida em Twickenham, nos arredores de Londres.
Faleceu inesperadamente na sua residência, com 43 anos, sufocado por um edema da glote.

Porque estamos a comemorar os 100 anos da República, a RTP tem transmitido vários (e bons) documentários sobre este que é um dos grandes momentos da História de Portugal. O de ontem era dedicado a D. Manuel II, o 35º e último Rei de Portugal.

Foi-nos dado a conhecer não só o monarca, mas o homem cuja vida acabaria por traduzir-se numa sucessão de sonhos e projectos interrompidos. Primeiro, as apirações da adolescência. Depois, o próprio País. Mas a única coisa que Manuel conservou intacta foi a profunda paixão por Portugal.

Em Inglaterra, era um homem querido e admirado pela comunidade. E todos sabiam da sua adoração pela terra natal: recriou um ambiente português na sua casa; dedicou-se ao estudo da literatura medieval e renascentista portuguesa; seguiu de perto a política portuguesa; ficou encantado pelo facto de poder ajudar o seu país na liquidação da dívida à Inglaterra - a pedido do ministro dos negócios estrangeiros da república; no testamento, deixou os seus bens pessoais ao Estado Português e manifestou a vontade de ser sepultado em Portugal.

Fiquei comovido com a história deste jovem adulto, que terá convivido, na maior parte da sua curta vida, com a mágoa e a Saudade. O seu último desejo foi cumprido: Manuel, o nosso último Rei, regressou finalmente a Portugal, para ser sepultado junto do pai e do irmão.


New York, New York II: the sky is the limit
















New York, New York I: o primeiro instante

Ok guys, you're in Manhattan.

Há instantes na nossa vida tão marcantes, que se cristalizam na memória e ali ficam, intactos e à superfície, nem que vivamos 200 anos.

Este é um deles: o momento em que levantei a cabeça e vi Manhattan à minha frente, pela primeira vez. Foi à saída de Pennsylvania Station. Num espaço de segundos, um sonho de anos e anos tornava-se realmente real. Todas as imagens, sons, filmes, séries de TV, músicas e videoclips com que cresci, ganhavam agora matéria - palpável, audível, visível. Penso que a única vez que me senti assim foi quando vi a Madonna pela primeira vez.

E no meio do êxtase e do total deslumbramento, as minhas mãos conseguiram agarrar a máquina e tirar esta fotografia. A primeira fotografia que tirei à cidade de Nova Iorque.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Açafrão


Na consulta que tive com a minha terapeuta holística, foi-me dito que uma das melhores especiarias que temos à nossa disposição é o açafrão.

Já tinha lido algures que beber água morna com mel e açafrão, todas as manhãs em jejum, é excelente para fortalecer o sistema imunitário.

Mas não sabia que, para além disso, o açafrão:

- é estimulante;
- é anti-séptico;
- é analgésico;
- limpa o sangue e a linfa;
- ajuda a dissolver tumores e coágulos sanguíneos;
- melhora a circulação;
- promove a menstruação;
- fortifica os músculos;
- trata ferimentos dos tecidos moles;
- limpa e descongestiona o fígado;
- ajuda na digestão do açúcar, gordura e óleos;
- é útil para os diabetes e hipoglicemia.
- preparado em pasta, pode ser utilizado para tratar ferimentos, feridas, lesões e inflamações nos músculos e articulações.

E a juntar a tudo isto, tem uma cor magnífica.
Toca a usar o açafrão mais vezes!