
Os franceses continuam a ganhar pontos no domínio das biopics. Depois do hiper-realismo (arrepiante) de Piaf em La Môme, chegou até nós o tão esperado Gainsbourg (Vie Héroique).
E o melhor deste filme está na escolha de quem o realizou: trocar a Verdade pela Fábula. Mais do que uma reprodução dos factos reais da vida de Gainsbourg, encontramos um misto de verdade e fantasia, de realidade e mito. Mais do que um filme, esta é uma homenagem, feita com respeito - tenho quase a certeza que um americano iria explorar a fase decadente, já no fim de carreira - e mestria - da escolha dos actores à recriação das épocas que definiram a sua carreira, tudo é perfeito.
E o melhor deste filme está na escolha de quem o realizou: trocar a Verdade pela Fábula. Mais do que uma reprodução dos factos reais da vida de Gainsbourg, encontramos um misto de verdade e fantasia, de realidade e mito. Mais do que um filme, esta é uma homenagem, feita com respeito - tenho quase a certeza que um americano iria explorar a fase decadente, já no fim de carreira - e mestria - da escolha dos actores à recriação das épocas que definiram a sua carreira, tudo é perfeito.
Gainsbourg (Vie Héroique) é o filme que Gainsbourg merece, imortalizando aquilo que realmente o definiu: o seu espírito transgressor, o seu magnetismo e o seu enorme talento como músico e poeta. Esta é a Verdade.

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