sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street

"Sweeney Todd" assinala o regresso em força de Tim Burton, um dos realizadores mais peculiares do cinema contemporâneo.

Desta vez, o realizador aventurou-se no (actual) parente pobre dos estilos narrativos utilizados em cinema: o musical. E dentro do género, que melhor escolha senão a da história de Sweeney Todd, o barbeiro da Londres vitoriana que tem na vingança o único objectivo de vida? Claro está, uma vingança que envolve lâminas de barbear e potentes esguinchos de sangue.

O filme condensa tudo o que seria de esperar. Por um lado, o puro estilo Tim Burton, na equação macabro-grotesco-humorístico-trágico, aliada à envolvência imagética da Londres soturna do século XIX, recriada com toque de génio (Jack The Ripper podia juntar-se à festa, a qualquer momento do filme). Por outro lado, a partitura de Stephen Sondheim (estreada na Broadway, em 1979), surpreendentemente bem cantada por Johnny Depp.

Apesar da quiçá excessiva (mas quiçá necessária) linha "gore" do filme, há uma moral que nos é oferecida: o ódio e a vingança podem cegar-nos e levar-nos a fazer uma bela borrada.

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