No ano em que Madonna completa 50 anos de idade e 26 anos de carreira, o seu nome passa a figurar ao lado de nomes como os de Elvis Presley, The Beatles, David Bowie, Queen ou Michael Jackson.

É indiscutível o lugar de relevância que Madonna conquistou no mundo de hoje.
É impressionante o facto de ela manter esse lugar intacto, as we speak, 26 anos depois de “Everybody”, o seu primeiro registo oficial como a artista que faz hoje parte da nossa memória colectiva - quer queiramos, quer não.
É escusado nomear a quantidade de tributos, homenagens e prémios de carreira que já lhe foram atribuídos, ao longo destas duas décadas e meia, como provas de reconhecimento do papel que a sua produção artística tem vindo a desempenhar, na evolução da nossa identidade cultural.
Mas é indescritível a sensação que alguém pode ter - alguém que a acompanha desde sempre, que conhece a sua história através de tantos registos, que a sente como referência na sua própria história pessoal - ao vê-la aceitar este prémio e, talvez num dos seus discursos mais genuínos de sempre, ouvi-la percorrer, na primeira pessoa, alguns dos momentos que foram imortalizados como os primeiros capítulos de uma das mais famosas lendas dos tempos modernos. Confissões e confidências do que ela experienciou e sentiu, quando decidiu ir atrás de um sonho, agora sob uma perspectiva mais madura, mais sábia.

Uma das coisas que Madonna melhor aprendeu foi que, tal como na vida, a Arte faz-se através da colaboração. Que não é possível conseguirmos o que for, sem nos associarmos a outros. É isto que sentimos neste discurso: humildade. Nesta ocasião, certamente uma das mais importantes na sua carreira, Madonna agradece a todas as pessoas com quem se cruzou, enquanto co-responsáveis pela sua longa jornada (co-)criativa. Do professor de dança Christopher Flynn, que descobre uma força em potência naquela jovem estudante de 14 anos que não se sentia especial de todo, até aos colegas de trabalho que, com ela, tornaram concreta a sua visão artística. Passando pela sua família, como facilitadora de uma viagem «que só agora começou» e por lhe lembrar que «não sou dona, mas gestora do meu próprio talento».
nm
Madonna termina o discurso, dizendo:
“I’ve gone out to do so many things in my life, from writing children’s books, to designing clothes, to directing a film. But, for me, it always does and it always will come back to the music”.
“I’ve gone out to do so many things in my life, from writing children’s books, to designing clothes, to directing a film. But, for me, it always does and it always will come back to the music”.
nm
De facto, é disto que se trata e sempre se tratou. E é com a sua música que a homenagem termina, re-interpretada pelo lendário Iggy Pop. Vê-lo cantar “Burning Up” e “Ray of Light” é testemunhar a longevidade dos não-conformistas, dos que questionam o status quo, dos que procuram, pura e simplesmente, a verdade de si mesmos. Mais ainda, é testemunhar a imortalidade da Arte.
nm
Parabéns, Madonna.
E que venha a próxima música!
E que venha a próxima música!

1 comentário:
Parabéns também para ti pelo achievement da "tua menina". E já dizia a Witánei Uistone «people need someone to look up to».
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