A 3 de Março de 1998 era lançado "Ray of Light", o 7º album de originais de Madonna.Dez anos depois, este continua a ser considerado um album histórico - e um dos mais aclamados - em toda a sua carreira musical.
"Ray of Light" marca a real consagração de Madonna na indústria musical norte-americana: com ele, conquista o 1º Grammy para Melhor Album (na categoria Pop) e arrasa nos MTV Video Music Awards. Chega a Nº 1 nas tabelas de vendas de 10 países. As vendas irão atingir as 14 milhões de unidades.
Certamente uma das suas obras mais sólidas a nível conceptual, "Ray of Light" encerra todo um espectro de significados, todos eles despoletados com a experiência da maternidade.
O elemento central é a Água, magnificamente convertida em imagem, nas composições fotográficas de Mario Testino, e sobretudo em música, pela mão de William Orbit.
Nas letras, Madonna coloca uma nova questão, a mãe de todas as questões, porque agora, ela é mãe: qual o sentido disto tudo?
A espiritualidade anteriormente pressentida em "Like a Prayer" assume, aqui, uma dimensão maior, absoluta. Escreve-se em sânscrito e em hebraico. Pela primeira vez, Madonna sai do seu umbigo, para se ligar ao Universo. Finalmente, atinge a maturidade. Acabava de completar 40 anos.
A mensagem também é som, e o som é energia: voltado para o futuro, "Ray of Light" veste-se de electronica, transe, trip-hop, drum 'n' bass e house. Acelera no tempo, viaja pela poeira astral, mergulha ao fundo do oceano, atravessa portais, regressa ao útero materno.nm
A partir daqui, nada seria o mesmo.

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