Sublime, o regresso de Alison Goldfrapp e Will Gregory.nm
Lançado no final de Fevereiro, “Seventh Tree” representa o retorno às paisagens etéreas de “Felt Mountain”, album de estreia de um dos projectos musicais mais interessantes do mainstream actual.
Corria o ano de 2000 e os Goldfrapp apresentavam-se ao mundo com uma identidade musical tão própria, desenhada com melodias cinemáticas, misteriosas e elegantes, que a edição de “Black Cherry” (três anos depois), viria a desconcertar muita gente, com um som mais dark, áspero e profundamente erótico. O sucessor, “Supernature” (2005), daria continuidade à energia electro de “Black Cherry”, agora carregada de glamour, feito de glitter e neon.

Com “Seventh Tree”, os Goldfrapp resgatam o calor original, enterrando as mãos no solo e de lá trazendo reminiscências folk e algum psicadelismo dos anos 60 e 70. A experiência erótica dá lugar à experiência sensual de conexão com a Terra e o Cosmos, em tons de celebração pagã. As ambiências electrónicas comungam agora com uma sonoridade mais acústica. Percorrem-se alguns dos caminhos desbravados pelos Cocteau Twins e pelos Zero7. Neste album, procura-se não a vanguarda, mas a transmutação, feita com cunho próprio.
Arrisco-me a dizer que este é um dos albuns mais belos de 2008.

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