... tem sido o percurso, nestes dias que correm. E os 2 últimos dias foram no sentido descendente.
O Mikey classificou muito bem esta fase, como uma espécie de travessia no deserto. Trata-se aqui de questões materiais: umas que espelham escolhas e acções do passado, das quais me quero libertar terminantemente, outras que exigem nada mais que paciência e perseverança.
Senti-me extremamente cansado, nestes 2 dias. De não querer mais certas coisas que teimam em não desaparecer. De tanto sonhar com uma nova realidade. De sentir medo, muito medo. Passei estes dois dias a perguntar-me “porque é que isto não tem fim?”.
Talvez a resposta seja simplesmente "porque ainda não terminou". Não adianta tentar perceber por quê. Interessa apenas aceitar as coisas como são, viver da melhor forma com elas, senti-las como parte da vida que hoje tenho. E acreditar que estou cada vez mais perto do fim da travessia e da passagem para outra realidade, aquela que eu agora idealizo em forma de miragem.
Depois de descer, ontem à noite comecei a subir. As palavras reconfortantes do Mikey, a companhia da Joana e do Fred, a leitura à cabeceira da cama, tudo foi gerando calor e energia cá dentro. Terminei o dia a recortar papéis com afirmações, escritas à mão, daquilo que realmente quero da vida, e a pendurá-las no painel de cortiça que tenho no quarto.
Ficou bonito, o resultado. Fez-me sorrir e adormecer aliviado.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
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1 comentário:
Por maior que seja a escuridão, será sempre uma das luzes da minha vida e prometo retribuir esta dádiva que me ofereces com o coração tão aberto. Amo-te muito meu querido e estou aqui ;)
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