Por isso mesmo, pus o depertador para as 7:30 da manhã, para estar à porta dos Armazéns do Chiado muito antes das 10:00. Chegara a vez de me vingar: não só não iria perder esta digressão, como também queria ser um dos primeiros a comprar o bilhete, ora pois!
Cereais comidos à pressa, saí de casa do Mikey a passo largo e meti-me no metro, enquanto Lisboa ainda acordava – afinal, era Sábado de manhã. Cheguei ao local da acção pelas 8:40, e para alegria minha, esta já estava a acontecer: já umas 30 pessoas faziam fila, Rua do Carmo abaixo! E assim marquei o meu lugar, junto à montra da Springfield. As pessoas não paravam de chegar e, em poucos minutos, a fila passava à porta da H&M, e por aí diante. Fui enganando o tempo com o meu mp3 e um sms ao Pedro, que acabou por me ligar, a partir de Timor, para saber o que se ia passando.
Até que, pouco antes das 10:00, deu-se o alerta vermelho: as pessoas à minha frente puseram-se “em sentido”... as portas dos Armazéns iam abrir! Logo veio à memória o momento em que, à porta do Atlântico, foi dado sinal para nos levantarmos e nos pormos em fila, dois a dois, minutos antes dos portões se abrirem para a Re-Invention Tour.
A pontualidade foi ao segundo: às 10 em ponto, começou a marcha lenta em direcção à FNAC, com vários seguranças à porta dos Armazéns, a controlar o fluxo de gente. Éramos, à vontade, umas 100 pessoas, todas com o mesmo objectivo: o de querer presenciar o concerto do ano em Portugal.
A dada altura, consegui vê-los finalmente: os bilhetes! Pilhas de bilhetes, que iam sendo desempacotados pelos assistentes de vendas (6 funcionários, pois a ocasião mais que justificava o reforço no pessoal da bilheteira), ao mesmo tempo que as primeiras pessoas compravam os desejados items - algumas delas não contendo o sorriso de “missão cumprida”, ao sair da bilheteira. Uma das assistentes disse em voz alta: “cada pessoa pode comprar um máximo de 6!”. Eu ia comprar 5.
Enquanto íamos avançando, dei de caras com um expositor à minha direita, forrado com a carreira de “who else?” em CDs, do lendário “Madonna” de há 25 anos ao “Hard Candy” dos dias de hoje. Depois, uma imagem no ecrã gigante a anunciar o concerto, entre tantos outros que iam rodando. Momentos solenes.
E às 10:20, o mais solene de todos: tinha chegado a minha vez! “São 5 bilhetes, por favor”. E aí estavam eles, na minha mão. Um deles é o meu.
Agora, é só esperar.


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