quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Viragem

Isto dos calendários é apenas uma convenção, mas torna-se inevitável: os últimos dias de Dezembro são de limpeza, de descompressão. Out with the old, in with the new!

2009 foi tudo menos suave. Foi o ano do discernimento, com a dor e a alegria que a discernir sentimos.

Como começa a ser tradição, reservei o penúltimo dia do ano para mim. Fiz limpezas em casa, ao som da Janet Jackson. Ardi um pauzinho de inscenso, estendi o sticky mat no quarto e fiz yoga, durante 2 horas. Limpei o espaço da casa e do corpo.

Estamos preparados. Venha 2010!

sábado, 26 de dezembro de 2009

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Avatar

Quando há muito sururu em torno de um filme, tenho tendência a ficar de pé atrás.

Aconteceu com "Avatar", a nova aventura cinematográfica de James Cameron e, segundo os media, uma das experìências cinematográficas mais ambiciosas de sempre, no que toca à tecnologia de animação.

Confesso que fui ver o filme mais pelo Piriquito - ainda por cima, chovia torrencialmente. Pois só posso dizer: bendita a hora que fomos.

"Avatar" é um daqueles filmes que ultrapassa o seu género: é uma experiência. Não só visual - as animações são absolutamente surpreendentes - como também espiritual. A história toca bem fundo num dos maiores cancros gerados pela raça humana: o desrespeito pela Mãe Natureza. E dá uma valente chapada a muitos senhores do poder, alienados pela ganância.

No rescaldo do fracasso da década (a Cimeira de Copenhaga, entenda-se), a estreia deste filme não poderia ser mais oportuna. Entre a realidade e a ficção, não consigo deixar de me perguntar: para onde caminhamos nós?...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Evolução

É uma trampa, mas não consegui transbordar de alegria com esta notícia (quase) histórica: o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi hoje aprovado em Conselho de Ministros.

O que significa que, a passar por todos os trâmites formais com sucesso (votação na Assembleia, aprovação do Presidente da República), esta lei fará história em Portugal. O país onde nasci e onde vivo passará a ser teoricamente evoluído, naquilo que o conceito de evolução, a meu ver, encerra: o respeito pelas liberdades e direitos fundamentais do ser humano.

Mas digo bem: teoricamente. Pois na prática, ainda estamos a léguas. A léguas. Pois os media são o espelho da sociedade e hoje, os media portugueses lidaram com esta notícia - que é assim "um bocadinho" importante - de uma forma lamentável. Na minha opinião, entenda-se.

Nos jornais, na rádio e na televisão, o tratamento foi unânime:
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Casamento "gay" aprovado em Conselho de Ministros
O Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros, a proposta de lei sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo, mas o tema da adopção ficou fora do debate.
A proposta de lei que permite a união entre pessoas do mesmo sexo foi aprovada, hoje, em Conselho de Ministros, ficando de fora a lei da adopção para casais homossexuais. "A lei da adopção não é alterada com esta iniciativa", explicou hoje aos jornalistas o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira.
"A adopção não consiste a satisfazer um direito dos adoptantes", concluiu o ministro da Presidência.
Na quarta-feira, no final de uma sessão pública de assinatura de protocolos dos projectos do Programa Escolhas, Pedro Silva Pereira confirmou que a proposta do Governo sobre o casamento homossexual estava agendada para a reunião de Conselho de Ministros de hoje e que até ao final do ano será entregue no Parlamento.
Lembrando que o programa eleitoral do PS não fazia referência à adopção por casais homossexuais, o ministro sublinhou que "o Governo está disposto a cumprir o programa, que diz respeito apenas a remover obstáculos" à legalização do casamento homossexual, não especificando se a proposta que será aprovada proibirá expressamente a adopção.
A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo é um objectivo que une a esquerda parlamentar,
mas o consenso acaba perante a possibilidade de a maioria PS impedir a possibilidade de adopção.
Quanto à possibilidade de casais homossexuais adoptarem, o BE é favorável, o PEV quer abrir caminho à discussão mas admite que não se legisle para já e o PCP mantém as reservas que tinha na passada legislatura. Contra a legalização dos casamentos entre homossexuais e contra a possibilidade de adopção, PSD e CDS-PP já sugeriram a criação de um instituto jurídico diferente que consagre aos casais do mesmo sexo alguns dos direitos e deveres decorrentes da figura do casamento.

Disse o DN e disseram tantos outros. Em cada frase sobre o casamento, uma frase sobre a adopção. O que é o mesmo que reforçar um só pensamento ignorante e mesquinho:
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«Eles agora podem casar. Mas descansem: não podem adoptar crianças. Isso é que não. Nada de pôr as crianças ao barulho, que as crianças podem ficar perturbadas, coitadinhas, nas mãos dessa gente esquisita.»
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Não é que eu ache que os portugueses tenham a capacidade de dar 2 passos em frente nesta matéria, logo ao mesmo tempo. Mas acho mesmo que o papel da imprensa deveria ser educar as pessoas, não vender. E educar as pessoas nesta matéria é informar que qualquer cidadão português passará a ter o direito a casar. Ponto final.
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Prometo esforçar-me para pensar numa coisa só: estamos a um passo de fazer história enquanto país evoluído. Pelo menos em teoria...
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O dia mais frio e o tremor de terra

Na noite de 3ª feira, o frio foi tanto que pensei mesmo que ia nevar. Não nevou em Lisboa, mas nas terras altas a neve caiu efectivamente, pela 1ª vez neste Inverno antecipado.

Um dia depois, ao princípio da noite, senti um súbito - e estranho - calor, a ponto de não aguentar o meu cachecol mais quente, o meu casaco mais quente e a minha camisola mais quente, que tinha vestido pela manhã. Mas como tinha acabado de sair da aula de yoga, pensei que a sensação era mais interna que externa - como até é habitual.

Hoje cheguei ao trabalho e fui bombardeado pela notícia: Portugal sofreu o maior sismo dos últimos 40 anos. Marcou 6 na escala de richter. A minha irmã ligou, uma colega de trabalho também, no Facebook, na rádio, na esplanada onde tomo café todos os dias, todos falavam nisso. Foi à1:30 da manhã e parece que foi mesmo forte - assustador, até.

Eu cá estava ferrado a dormir e não dei por nada. Mas pus-me a pensar: um abanão tão literal como este é uma belíssima oportunidade para constatarmos que os nossos "problemas" têm o tamanho de um grão de areia, perante uma das poucas verdades realmente absolutas: o poder está do lado na Natureza. Há que respeitá-lo.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Paixões de adolescente (I)

Este fim-de-semana, a minha sobrinha mais velha chamou-me ao quarto, para me mostrar "uma coisa". Atrás da porta, lá estava: um poster gigante da Bravo, quase em tamanho natural, do Robert Pattinson - actor do filme "New Moon" e o sex symbol do momento.

Ela sorria, meio envergonhada, meio orgulhosa: é a sua primeira paixão platónica de adolescente. E eu achei o máximo.

Fico até comovido, ao pensar que ainda "ontem" era acordado aos Domingos pela vozinha dela, a chamar "Tio! Tio!" - eu ainda meio estremunhado da noitada anterior, ela tão pequenita, a correr disparada para o meu quarto, mal entrava em casa do meu pai.

Agora, tem um poster do sex symbol do momento, pendurado no quarto. O tempo voa...

Paixões de adolescente (II)

A primeira paixão de adolescente da P. fez-me recordar a minha.
Aliás, foram duas: pelo Mark Vanderloo (quando ainda os modelos estavam na berra) e, claro, pelo Brad Pitt (devo ter visto o filme "Lendas de Paixão" umas 5oo vezes, 3 no cinema e as restantes na minha cassete video).

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Baú de Vidas Passadas (3): Swingin' in the 40s

Não sei o que me deu, mas quando cheguei a casa, deu-me para ouvir Swing.

O Swing são os forties no seu melhor. Sinatra, Dean Martin, The Rat Pack, Glenn Miller e as big bands, a 2ª Grande Guerra, o jitterbug, o Inverno em Nova York, elas tão elegantes, eles tão cool. Que época magnífica.

Viva o século XX, por ter-nos proporcionado tão brilhantes gerações de música!



Henry Cotton's




Banco Alimentar Contra a Fome

O Pingo Doce pode ter uma música horrenda, mas este ano aderiu novamente a uma ideia louvável: os vales do Banco Alimentar contra a fome.

Já não temos que esperar por aqueles fins-de-semana pontuais em que recebemos o saco de plástico do Banco Alimentar à entrada do super ou hipermercado. Agora, junto às caixas, há uns papelinhos, cada um com uma foto de um produto (um pacote de leite, uma lata de atum, uma pacote de esparguete...). Ao comprarmos aquele pedaço de papel, estamos a enviar o produto real para o prato de alguém que não tem dinheiro para comer.

Cada vez que damos um salto ao supermercado, podemos fazer isto. No talão das compras, são só mais uns cêntimos a pagar.
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I miss my baby!

Faz hoje uma semana que o Piriquito levantou voo e foi para a Itália.
Faltam 3 dias para o seu regresso.
As saudades começam a aleijar...

Conversas apanhadas do ar (1)

No comboio:

Pessoa 1 - Ontem houve um atraso de meia-hora nos comboios, uma pessoa atirou-se para a linha.
Pessoa 2 - Ai, credo!
Pessoa 1 - É preciso estar completamente fora de juízo, para fazer uma coisa dessas.
Pessoa 3 - Não, quero dizer, basta uma depressão ou um acesso de nervos...

:S

A bilha de gás (ou o fenómeno Poltergeist)

Já tinha virado anedota: até há bem pouco tempo, devo ter tido um fenómeno poltergeist em casa. Senão vejamos: mudei-me aqui para casa em finais de Março. E como não há gás canalizado, comprei uma bilha de gás logo nessa altura.

Ora passou um mês, dois meses, três, cinco meses... e a bilha ainda a dar gás. Tudo bem que sou só eu a viver cá em casa, mas... oito meses? A pessoa toma banho e aquece sopa todos os dias e cozinha outros tantos!

Mas sim, só agora é que se deu aquele momento em que vamos a aquecer a sopa e a chama faz "vuuuuupt... gone!"
Acabei de comprar uma nova. Contas feitas, não tenho que me preocupar até ao Verão...
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The End of The Affair

O feriado que passou serviu para eu rever um dos meus filmes favoritos de sempre: "The End of The Affair", de Neil Jordan.

Lembro-me de ter ido sozinho ao cinema, ver este filme - faz agora 10 anos! E não esperava tamanho baque: fora um dos melhores filmes a que já tinha assistido.
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Tudo nele era soberbo: o argumento (adaptado da obra homónima de Graham Greene), a realização, a fotografia, o guarda-roupa, a banda sonora, e claro, Julianne Moore. Acabava de encontrar a minha actriz de eleição. Cada segundo da sua presença era arrebatador.
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E os elementos de que era feito, fortíssimos: o Amor ali retratado, a dimensão espiritual, a frase emblemática ("I'm jealous of everything that moves. I'm jealous of the rain!"). E a chuva. Sempre a chuva.

Dez anos depois, nada se alterou. O filme conserva-se na sua grandeza.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A Christmas (Tree) Carol

Há pouco tempo atrás, apercebi-me de uma coisa: este ano, ia ser dono da minha primeira Árvore de Natal!

E logo esta curiosidade passou a acto solene. No momento da compra, estava eu diante de duas opções, uma mais pequena (racionalmente a mais indicada, pois a casa também é pequena) e outra maior (de metro e meio), quando fui assaltado pela minha criança interior.

Desde sempre que adoro o Natal e uma das coisas que mais gostava, em pequeno, era ficar a contemplar a árvore lá de casa, colorida e luminosa, e sentir o tempo parar - o meu primeiro estado meditativo, juntamente com os piriquitos?..

E então o Eu-criança disse ao Eu-adulto: "Leva a maior!". Ainda hesitei, mas quando olhei para a etiqueta da árvore-racional, dizia... "Abeto de Natal"!!! Nem sequer tinha estatuto de árvore! Eu lá queria um abeto de Natal em casa?!?
Estava decidido. Peguei na árvore-emocional, em cuja etiqueta se lia, convenientemente, "Árvore de Natal", e dirigi-me à caixa, sem reprimir o sorriso do meu puto.

E hoje foi o dia. Antes do jantar, tal como fazia em pequeno, aspirei a sala, pus uma música a condizer (desta vez foi Frank Sinatra's Christmas Collection) e assim foi. Quando terminei, tal como fazia em pequeno, apaguei as luzes da casa, liguei as da árvore, sentei-me no sofá e meditei.


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

3 dias em casa

Aproxima-se o seminário do curso de instrutores e decidi fazer ponte - abençoado feriado - para trabalhar trabalhar trabalhar. Senão vejamos: 2 trabalhos teóricos, um exame de anatomia para estudar, uma coreografia para aperfeiçoar e 3 sequências para ministrar.

Fechei-me em casa - o Piriquito está em Itália - e meti mãos à obra, de Domingo até hoje. Deu para avançar bastante, mas ainda há muito para escrever, estudar e praticar. A minha vontade era ter posto a semana toda de férias...

Mas estou contente: hoje escolhi a nova música para a coreografia ("Swim", da Madonna) e fica per-fei-to! Foi mesmo o achievement do dia: de repente, a coreografia passou de uma fonte de nervos para fonte de entusiasmo. Vamos ver como corre no Domingo.

Nestes dias, aproveitei também para - finalmente - tirar os plásticos dos DVDs e rever dois dos meus filmes preferidos: "Milk" e "The End of The Afffair".

E à tarde, aproveitei os poucos raios de sol, para estudar no melhor local de estudo do mundo: a esplanada junto ao mar.

E senti muitas, muitas saudades do Piriquito.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"The Fame Monster", Lady Gaga

Pronto: estou viciado na Lady Gaga.

Se "The Fame" foi, a meu ver, uma estreia pobrezinha a nível musical (à excepção de 4 ou 5 temas), esta espécie de Parte II é uma surpresa. Com apenas 8 canções, "The Fame Monster" é um bom exemplo de como less is more - contrariamente ao primeiro álbum e suas 14 canções, quase todas iguais umas às outras. Lady Gaga avançou para um novo nível, com uma pop mais trabalhada, mais sofisticada. Agora sim, a música parece acompanhar a força da personagem.
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Depois do video "Bad Romance", foi mesmo uma sessão de YouTube às suas actuações ao vivo que me deixaram rendido. Cada performance é um acontecimento, com um nível de elaboração, dramatismo, sofisticação e controvérsia - com um conceito artístico, sem ser gratuita - que não se via desde a Madonna. Reconheço-lhe uma garra semelhante: uma espécie de outsider com instintos de sobrevivência.

Só espero que a miúda se aguente!

domingo, 29 de novembro de 2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O prazer e a pechincha

... ou a Alegria do Cinema (Parte III)

Um dos prazeres da vida é descobrir DVDs com os meus filmes de eleição, a preço da banana. O que exige alguma dose de contenção e esperar algum (ou mesmo muito) tempo, para que o filme deixe de ser novidade e começarem as promoções. Finalmente, quando menos se espera, surgem os pequenos prazeres.

Outubro e Novembro foram abundantes. Eis o que trouxe para casa:

Milk
East of Eden
The End of The Affair
A League of Their Own
Les Chansons D'Amour
Second Youth

A lista de espera vai diminuindo...

Julie & Julia

... ou A Alegria do Cinema (Parte II)

Tinha um feeling de que ia gostar deste filme, por ter a Meryl Streep como uma das protagonistas. Ela é como um certificado de qualidade: mesmo que o filme seja fraquito, há a experiência do "acting" - que, através dela, torna-se um acontecimento.

Pode ser um filme ligeiro e de Domingo, mas soube-me bem ver "Julie & Julia". Achei-o inspirador. Pela história, que fala da paixão por um ofício, da descoberta de uma vocação e de como isso pode mudar as nossas vidas. Pela personagem central, a guru da gastronomia norte-americana Julia Child, cujo brilho e alegria eram inabaláveis. Pela relação de Julia e do marido, sempre apaixonados. E claro, pela performance de Meryl Streep.

Um conselho: vejam este filme antes do jantar!

5 Noites, 5 Filmes

... ou A Alegria do Cinema (Parte I)

Estou muito contente. A rubrica "5 Noites, 5 Filmes" voltou à programação da 2!

Para mim, foi uma verdadeira escola de cinema. Foi lá que vi Garbo, Dietrich e Monroe na íntegra, pela 1ª vez. Ou os ensaios de Stanley Kubrick. E tantos outros clássicos, que a memória tem guardados.

E agora voltou! Já fazia falta este serviço público.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Rota da Pastelaria: Tarte Daim

Naturalidade: Suécia

A rota passou fronteiras e foi até à Suécia. Na última visita ao IKEA, não resistimos à Tarte Daim e à sua cobertura de chocolate, tão convidativa a espetar-se-lhe um garfo.

O sabor é uma verdadeira surpresa. Sobre uma base feita de ovos, farinha e amêndoas, descobrimos uma espécie de leite-creme, embora mais consistente, a amaciar a textura da tarte. E logo a seguir, a camada de cima. O chocolate! Preto, com arroz tufado. Macio e crocante.

Uma combinação explosiva, de tão boa! Quem ainda não conhece, tem que provar esta iguaria. Ali mesmo, no IKEA.


Ingredientes:
Clara de ovo, 23%
Açúcar, 19%
Nata, 12%
Chocolate negro, (manteiga e pasta de cacau, açúcar, gordura de manteiga, lecitina, vanilina) 11%
Gema de ovo, 7%
Manteiga, 6%
Amêndoas, 6,5%
Sementes de Damasco, 6,5%
Leite em pó, 3%
Cacau em flocos, 2%
Óleo de semente de Colza
Cacau em pó, <1%
Café solúvel liofilizado
Sal, <0,5%

O Blog, o Videoclip, os Emails, a Grey, os Amigos

Este ano, o meu aniversário foi marcado por algo de inédito: estendeu-se por 2 semanas!

Depois de um fim-de-semana com direito a um presente avassalador (o blog), a um concerto de alto nível e à companhia de amigos, namorado e família, fui surpreendido com uma Parte II, na Tertúlia de Domingo último.

Já há algum tempo que não havia esta reunião de amigos domingueira, por isso mal eu podia imaginar o que estava aí para vir: fui vítima de uma real emboscada. A meio da tertúlia, toda a gente se sentou em frente à televisão e o Piriquito carregou no play. E a minha circulação sanguínea parou: estava a olhar para um videoclip do “Celebration”, feito por todo o gang tertuliano, dedicado a mim!!! Simplesmente não queria acreditar. O Piriquito teve a ideia, lançou o desafio e todos alinharam. O resultado foi algo de espectacular.

Sinto-me a pessoa mais sortuda do mundo, por ter pessoas tão especiais na minha vida, que por amizade dão um Domingo inteiro das suas vidas para dançar e cantar a mesma música, vezes e vezes sem conta, de manhã à noite.

E o meu Piriquito. Céus, as horas e horas que ele passou a fazer a montagem do clip (tão pertinho da versão original!), os azares que ele teve de suportar, o esforço para manter a energia do grupo nas gravações, toda esta ideia que ele teve!.. sou mesmo o gajo mais sortudo do mundo.

Depois de um serão tão memorável - que terminou com um pacto: rever o clip quando tivermos 60 anos -, ontem os mesmos tertulianos geraram uma autêntica love-chain à distância. O que começou como uma troca de emails para animar a F., que se sentia em baixo nesse dia, acabou numa cadeia de declarações sentidas de amizade. Tenho a certeza que todos saímos do emprego com a sensação de ter tido um grande dia.

E depois do dia, a noite: dedicada aos meus queridos J&F, no Alto dos Moinhos. Há já tanto tempo que não víamos a Grey juntos e soube tão bem resgatar este nosso ritual de amizade. Também houve uma leitura de aura, um belíssimo jantar e conversas até tarde, de pijama vestido e a partilhar o mesmo cobertor. Foi o “voltar a casa”, que sinto quando lá estou.

É isso que os amigos são: casa.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

"Bad Romance", Lady Gaga

Primeiro estranhei-a, agora entranhou-se.
Lady Gaga é um caso sério de trabalho Pop, naquilo que - a meu ver - melhor define a Pop: música, imagem, entretenimento e o factor "wow".

As comparações com Madonna são inevitáveis - mas vendo bem a coisa, qualquer nova cantora que aparece é com ela comparada. Lady Gaga é antes um híbrido, uma espécie de Madonna meets Grace Jones meets Cindy Lauper meets Nina Hagen.

A música não prima pela originalidade. A força está mesmo na imagem e nos vídeos.
E o novo, "Bad Romance", é mesmo muito bom.

Nisso, tiro-lhe o chapéu: a garota é responsável por ressuscitar uma tradição perdida de artistas que apostavam forte e feio nos vídeos - feitos com qualidade e muito factor "wow".

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Depeche Mode: Tour of the Universe

A coincidência foi brutal: o regresso dos Depeche Mode a Portugal estava marcado para o dia… 14 de Novembro!

Esta conjugação, como que desenhada pelos Deuses, não poderia nunca ser desperdiçada.
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E para tornar tudo ainda mais magnífico, fui presenteado com o bilhete pelos meus queridos amigos J. e A.

E como se não bastasse, conseguimos ficar mesmo junto ao palco, sem ter que sacrificar muito da tarde – que, contrariamente às previsões de chuva, esteve amena e tranquila.

E a juntar a tudo isto, assisti ao concerto na companhia do Piriquito, dos meus amigos e de 19 mil pessoas, que esgotaram o Pavilhão Atlântico.

E claro: o concerto foi brutal. Senti-me privilegiado, por ter diante de mim uma banda com 30 anos de uma carreira emblemática. Os Depeche Mode revolucionaram a música e conseguem manter-se únicos – até hoje. E na noite de Sábado, entregaram um espectáculo impressionante: na performance, nos arranjos musicais, nos trabalhos de vídeo que acompanhavam as músicas, na energia e na troca que ali se geraram.

Foi uma noite memorável.
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O presente

Podia imaginar tudo, menos isto.
Recebi um presente de aniversário cujo valor e significado ainda mal consigo descrever por palavras.
Sinto-me profundamente abençoado, pelos amigos e pelo companheiro que a Vida me trouxe.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Soul-searching

Não é a primeira vez, certamente não será a última.
Vou novamente para dentro, com o desejo de quebrar
o que entretanto se cristalizou.
E amanhã faço 32 anos.

On the surface, simplicity
But the darkest bit in me
Is pagan poetry...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A coreografia

Ontem tive a 2ª aula do Curso de Formação de Instrutores de Yoga e, nos dias que lhe antecederam, todo eu era uma pilha de nervos: tinha que apresentar, à turma e aos professores, a versão "em bruto" da minha coreografia - uma demonstração de posturas de Yoga, ligadas entre si de forma harmoniosa, que servirá de avaliação no meu exame final, em Julho…

Logo eu, que padeço de um miserável de um stage fright, ter que apresentar uma coreografia de Yoga! O que é certo é que a coreografia foi pretexto para ter 3 ataques:

1) De cólicas, de tão nervoso que estava - umas horas antes da apresentação, entenda-se;
2) De riso (o maior dos últimos meses), ao assistir à versão da coreografia executada pelo Piriquito, inspirado nos desenhinhos do meu croqui, no Sábado à noite;
3) De pânico, quando na hora H, estava eu a apresentar a dita à turma, veio-me à cabeça uma música: a do anúncio do Pingo Doce! Socorro!...

Mas correu tudo bem.

9.11.1989: A Queda