quarta-feira, 25 de março de 2009

A Grande Intervenção (1)

Se até aqui os preparativos andavam meio soft, a fase hard chegou com a 2ª feira. Já a antever a carga de trabalhos que me esperava, pus férias no emprego (2 dias para começar, pois não será com fins-de-semana que se resolve o assunto) e convoquei a melhor pessoa para me ajudar na Grande Intervenção: o pai.

E logo às 9 da manhã, começou o sprint - como a Joana o descreveu tão bem: era necessário ir a Telheiras comprar as tintas, encontrar-me com o pai em Odivelas (na casa da mana, onde se traria algum material necessário), voltar a Telheiras para levantar as tintas e, finalmente, rumar a Paço de Arcos.

Atrasos e não-sei-quê, chegámos à minha casa pelas 16:00. O pai gostou da casa e adorou a vista para o mar. E logo nos atirámos ao trabalho: pai a montar o esquentador, filho a dar a 1ª de mão nos tectos. Finalmente, as cores manhosas originais tinham os dias contados. A cada passagem com o rolo, o espaço ia abrindo e a minha casa ia-se deixando adivinhar. Emocionante...

Emocionante foi também o final do dia, mas no sentido inverso: o esquentador decidiu dar problemas. Houve momentos de absoluta inundação (pobre pai, que levou um banho, quando tentava identificar as saídas de água) e, pior ainda, nada de água quente. Testou-se, experimentou-se, e nada.

A dúvida estava lançada: o problema estaria no esquentador, ou na pouca pressão de água que aparentemente existia em casa. Senti uma nuvem negra a descer sobre a minha cabeça e, por um micro-segundo, apeteceu-me largar tudo - o cansaço físico também não ajudava.

Salvaram-me 2 coisas: o belíssimo jantar em casa da Alice (que, descobri eu, vive na rua paralela à minha!) e o reencontro com o Piriquito, depois de 4 dias sem o ver. Quando cheguei à Alameda, estava em porto seguro. E logo abandonei tudo, para adormecer a seu lado.

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