sexta-feira, 30 de maio de 2008

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Sem comentários


O urso polar acaba de se juntar à lista de espécies em vias de extinção, segundo uma declaração do Ministério do Interior norte-americano.

O melhor vem agora, conforme acabo de ler no site http://www.stopglobalwarming.org/:

«Interior Secretary Dirk Kempthorne cited dramatic declines in sea ice over the last three decades and projections of continued losses, meaning, he said, that the polar bear is a species likely to be in danger of extinction in the near future.

But Kempthorne said it would be "wholly inappropriate" to use the protection of the bear to reduce greenhouse gases, or to broadly address climate change. The Endangered Species Act "is not the right tool to set U.S. climate policy," said Kempthorne, reflecting a view recently expressed by President Bush.

The department outlined a set of administrative actions and limits to how it planned to protect the bear with its new status so that it would not have wide-ranging adverse impact on economic activities from building power plants to oil and gas exploration.

"This listing will not stop global climate change or prevent any sea ice from melting," said Kempthorne.»

Será que li bem?

quarta-feira, 28 de maio de 2008

All right Lisboooon!!!

É OFICIAL: MADONNA VEM A LISBOA!!!!!!!!

Depois do primeiro "abanão", anunciado a 22 de Maio pelo Diário de Notícias, que noticiava a forte probabilidade de Madonna actuar no estádio de Alvalade (apontava-se o dia 28 de Setembro como data provisória)...

... depois da informação que recebi ontem do Mikey, em primeira mão, de que era já certa a sua vinda Portugal, embora a promotora (que já não seria a Ritmos e Blues, mas sim a Everything Is New) estivesse à procura de um espaço bem maior que Alvalade, e que o Parque da Bela Vista, onde se realiza o Rock in Rio, era um forte candidato...
nm
... chegou hoje a notícia oficial (estava eu no ginásio, quando assisti à confirmação via SIC Notícias, às 9:40):

Madonna vem a Portugal no dia 14 de Setembro, para um concerto no Parque da Bela Vista, em Lisboa, por ocasião da "Sticky and Sweet Tour". Serão postos à venda 75 mil bilhetes a €60 cada, na manhã de Sábado, dia 31 de Maio.

É A HISTERIA, TOTAL E ESMAGADORA!!!

Parque da Bela Vista (Rock in Rio)

Admirável Mundo Novo

Há 3 dias atrás, recebemos novas imagens de um mundo que começamos agora a descobrir.

Depois da Lua, rasgámos a fronteira da nossa órbita para visitar o planeta Marte. Foi a 6 de Janeiro de 2004 que o robot (ou "rover") Spirit trouxe aos olhos da Humanidade a primeira imagem de sempre, a cores, em alta definição e captada in loco, da superfície do planeta vizinho.

A primeira imagem de sempre, em alta definição, da superfície de Marte (Spirit, 6 de Janeiro de 2004).


Agora, uma nova extensão humana juntou-se aos rovers-gémeos Spirit e Opportunity (que continuam a recolher dados): a sonda Phoenix acaba de aterrar na região árctica de Marte, até agora nunca antes vista e explorada pelo ser humano. O objectivo é o de analisar o “permafrost”, ou “solo permanentemente gelado”, para finalmente tentar perceber se existiu vida no planeta vermelho.

A sonda foi lançada em Agosto de 2007. Percorreu 679 milhões de quilómetros. Entrou na atmosfera marciana às 23h30 do dia 25 de Maio, a 21 mil km/h.

Imagem captada pelo Mars Reconaissanse Orbiter, a 750 km da superfície de Marte. Nela, vemos a Phoenix suspensa por um pára-quedas ainda por abrir, já na fase de descida. Esta é a primeira imagem de sempre de uma nave espacial a descer para a superfície de outro planeta.


Aos 7 minutos, aterrou. 20 minutos depois, accionou as duas antenas solares e captou as primeiras imagens.



Primeira imagem captada pela Phoenix, após a aterragem. Nela, vemos um dos 3 pés da sonda, sobre solo marciano.


O horizonte de Marte, região árctica, visto a partir da sonda.


Segundo os planos da equipa da NASA, a Phoenix irá permanecer durante 90 dias em Marte, para recolha de amostras de solo gelado, na tentativa de averiguar a possibilidade de alguma vez ter havido vida no planeta.

O mundo (literalmente) aguarda novas informações.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Frase do dia

«És um preguiçoso reversível: viramos-te do avesso e continuas preguiçoso...»

Lindo.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Os Quatro Acordos

Entre os meus actuais livros de cabeceira, está um daqueles de auto-desenvolvimento que sabe (e faz) tão bem ler, de vez em quando.

«Os Quatro Acordos» (2001), escrito por um tal de Don Miguel Ruiz, explora os mecanismos pelos quais a nossa mente é “programada” (pelo mundo exterior e por nós próprios) para operar segundo padrões de comportamento que, normalmente, acabam por limitar o nosso potencial de mestria.

Descontando algumas ideias com as quais não me identifiquei lá muito, retiram-se daqui alguns ensinamentos interessantes, como ferramentas para a criação de novas “programações” - ou “acordos” - que nos ajudam a dar mais uns passos no sentido de nos tornarmos uma versão melhor de nós mesmos.

Quantro bons conselhos para conhecer e integrar.

1 – Ser impecável com a Palavra

“No princípio era o Verbo...”. Não é por acaso que um dos livros mais significativos de sempre começa assim. A Palavra como instrumento da Criação de Deus serve de símbolo para aquilo que melhor distingue o ser humano das restantes espécies: o poder de criar através da Palavra. Muitos apontam-na como a nossa ferramenta mais poderosa, através da qual TUDO se manifesta.

Se a Palavra, seja pensada ou verbalizada, é a semente da criação, a mente é o seu terreno fértil, cultivado ao longo do nosso crescimento com as palavras que nos foram rodeando. Estavam estabelecidos os nossos primeiros acordos/programações, numa mente devidamente treinada para o efeito, dada a sua permeabilidade à energia das sementes que recebe.

Ser impecável é viver “sem pecado”, não no sentido religioso do termo: é não ir contra nós proprios e assumir a responsabilidade dos nossos actos, sem nos julgarmos ou culparmos. O nosso maior “pecado” será, nesta ordem de ideias, a auto-rejeição.
Ser “impecável com a palavra” é usar a energia da Palavra na direcção da Verdade e do Amor-próprio.

Este é um acordo difícil de integrar, na medida em que fomos habituados a fazer “mau uso” da Palavra (isto é, para julgar, censurar, culpar, mentir...), tendo treinado a mente para tal.

A nova programação passa por fertilizar (treinar) a mente com energia positiva, substituindo as “sementes” do medo pelas do Amor, usando a Palavra de forma íntegra, verdadeira e amorosa.

2 – Não se sentir pessoalmente atingido

Aquilo que os outros dizem ou sentem sobre nós não tem tanto a ver connosco, mas consigo próprios, na medida em que os seus pontos de vista partem das suas programações.

O mesmo se aplica às opiniões que temos sobre nós próprios: estas não são necessariamente verdadeiras. A nossa mente funciona a vários níveis e rege-se por diferentes acordos, que por vezes podem gerar informações incompatíveis entre si - razão pela qual, por vezes, não sabemos o que queremos, como e quando queremos, por existirem partes da mente a desejar e a definir coisas diferentes. É o caos mental a instalar-se. E acabamos por mentir aos outros porque, em primeira instância, mentimos a nós próprios.

Se precisarmos apenas de confiar em nós próprios, não nos sentiremos pessoalmente atingidos pelo que os outros dizem ou fazem. Este acordo funciona para ambos os pólos: mesmo que nos elogiem, nós já sabemos de antemão o que somos.

3 – Não fazer presunções

A mente humana tem tendência para racionalizar, para justificar e explicar tudo, para que seja produzida a sensação de segurança. Fazemos perguntas e precisamos de respostas. Mas por vezes, impedimo-nos de fazer perguntas... justamente para não nos sentirmos inseguros. É neste momento que fazemos presunções acerca de algo. E assumimo-lo como real... mesmo sem ter a certeza da sua realidade. Esta é a nossa esfera de controlo.

A questão mais delicada surge na nossa esfera relacional: ao presumirmos que o outro está a sentir ou a pensar de determinada maneira, podemos compreendê-lo mal e sentirmo-nos pessoalmente atingidos - tudo com base apenas nessa presunção, nessa construção mental, e não com o que o outro estava realmente a sentir ou a pensar.

Também fazemos presunções sobre nós próprios. Sobre ou sub-estimamo-nos, porque não nos damos tempo para colocar questões a nós próprios e respondê-las. Daí, nascem os conflitos internos.

A maneira de nos abstermos de fazer presunções é criando uma comunicação clara, connosco próprios e com os outros. É fazendo perguntas. E mesmo quando ouvimos a resposta, não devemos presumir que já sabemos tudo.

4 – Fazer sempre o melhor possível

Em qualquer circunstância, podemos fazer o melhor possível, nem mais nem menos.
Contudo, o melhor possível nunca será o mesmo em todos os momentos e circunstâncias. O nosso melhor possível depende do nosso estado de espírito, das emoções que emanamos, até da criação do hábito de novos acordos.

Tentar fazer mais do que o nosso melhor é investir mais energia do que necessário. Ao executar em excesso, o corpo esgota-se e agride-se, levando mais tempo a cumprir o objectivo.
Fazer menos que o melhor possível é ficar sujeito à frustração, à auto-crítica, à culpa e ao arrependimento.

Ao fazermos o nosso melhor, não damos oportunidade para auto-julgamentos e aprendemos a aceitarmo-nos – estamos conscientes de nós próprios e aprendemos a partir dos nossos erros. Aprender a partir dos nossos erros é praticar, observar honestamente os resultados e continuar a praticar. Isto aumenta a consciência.

Fazer o nosso melhor é agir porque se gosta, porque se desfruta da acção, e não porque se espera uma recompensa. Esta acaba por vir, mas não estamos presos a ela. Acima de tudo, é retirar prazer de cada momento da acção, pelo que ela é.
É retirar prazer da vida.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Sticky & Sweet Tour

TEMOS DIGRESSÃO!

Corria o dia 8 de Maio quando saiu o anúncio oficial: a nova digressão mundial de Madonna, intitulada "Sticky & Sweet Tour", terá o seu arranque em Cardiff, a 23 de Agosto. Algumas datas já foram apresentadas, até agora para um punhado de cidades europeias e norte-americanas.


Reza assim o press release oficial:

Madonna, the world's tastiest sweetheart, has announced more non-stop treats for her legions of legendary and devoted fans. Following the latest news that 'HARD CANDY' has debuted at Number 1 around the globe, it has been confirmed that Madonna's 'STICKY & SWEET TOUR' will begin (hip) hopping around the world on August 23rd in Cardiff, Wales with stops in major European markets through September including London (11-September) and Paris (20-September). The North American leg of the 'STICKY & SWEET TOUR' begins October 3rd at the Izod Center in East Rutherford, New Jersey, with stops at New York's Madison Square Garden on October 6th and 7th, followed by performances in Boston, Chicago, Los Angeles and more before stopping at Miami's Dolphin Stadium on November 26th. Madonna's 'STICKY & SWEET' tour will also visit Mexico and South America later this year. (Show dates, and on sale information in these markets will follow at a later date.) Confirmed today by Guy Oseary, Madonna's manager and Arthur Fogel, Live Nation's CEO Global Touring and Chairman Global Music, who is producing the tour, 'STICKY & SWEET' will play arenas and stadiums throughout Europe and North America including a number of cities where Madonna has not performed in the past fifteen years. 'STICKY & SWEET' will be directed by Madonna's long time creative collaborator Jamie King. The musical director will be Kevin Antunes. For complete tour and ticket information, fans can visit: www.livenation.com and www.madonna.com


Rumores indicam que a tour irá passar por Madrid a 17 de Setembro... Diz-se também que as promotoras portuguesas estão num frenesim para tentar trazer Madonna a Lisboa, depois da inesquecível Re-Invention Tour.

A esta altura, nada é definitivo e tudo é possível: novas datas e cidades estão ainda por adicionar à lista. Ou seja, já estou em estado permanente de "figas", para que seja feita vingança à perda da "Confessions Tour".

Valham-me os santinhos todos!

My Blueberry Nights

Finalmente, voltámos ao cinema!
Tinha curiosodade em ver este filme, não só por ter gostado do único que conhecia do Wong Kar Wai ("Disponível para Amar"), como também pela impressão que o trailer me deixou.

Nutro sentimentos contraditórios, depois de o ter visto. Por um lado, esperava muito mais do realizador (também autor do argumento), que procurou criar uma narrativa muito ao género "alternativo", que me parece já meio gasto nos dias que correm - se fosse há 10 anos atrás, estaria talvez na categoria do "wow!".

Mas porque só gosto de escrever sobre as obras que me marcam pela positiva, falo de "My Blueberry Nights" porque apercebo-me que, afinal, gostei de o ter visto.
Ficou uma marca: a de um filme suave. "My Blueberry Nights" retrata a dor da separação, mas sem causar um nó na garganta. É feito de pessoas com o coração quebrado, mas que encontram a redenção na experiência da vida, no encontro com outras pessoas que procuram sarar a mesma ferida. É sobre saber dizer "adeus" e seguir em frente - mesmo sem saber que, passem 30 ou 300 dias, acabamos sempre por encontrar o Amor.

Frase do dia

«Gosto de ti, assim um prato cheio de feijão frade com batata cozida, ovo cozido e atum».





terça-feira, 13 de maio de 2008

No dia em que nasceste...

... o céu deu-te este presente.

O Dia do Piriquito de Barriga Azul-Cor-do-Céu

Ao 5º mês de 2008, posso já concluir que este é um ano de novas datas, com significados tão especiais para o meu mundo.

Sábado que passou foi uma delas: o dia 10 de Maio, outrora um dia como outro qualquer, passa a ser aquele em que agradeço ao Universo (e aos pais) pelo nascimento de um piriquito de barriga azul-cor-do-céu que, anos mais tarde, poisou no meu ombro e ganhou o meu coração.
A comemoração do seu 34º aniversário fica na memória, por ter sido a primeira vez que lhe disse "Parabéns" e a ocasião em que, finalmente, conheci a sua mãe e o seu mano. Quase me desfiz em nervos a caminho do restaurante e no instante em que chegámos à mesa, mas logo me deixei tomar pela magia daquele momento, em tudo o que simbolizou.

O Piriquito sente-se feliz por completar mais um ano de vida.
O Batata deseja-lhe Amor, em todos os seus dias e em todos os recantos de si mesmo.
E que a ordem do Universo continue a ser movida pela sua presença criativa.
E com os pulmões cheios eu canto:
FELIZ ANIVERSÁRIO, MEU QUERIDO!


Pina Bausch: A Sagração

Diz-se que em 1994, ano em que Lisboa foi Capital Europeia da Cultura, Portugal assumiu o seu enamoramento por Pina Bausch, uma das lendas vivas da Dança Contemporânea. Desde então, várias têm sido as ocasiões em que a sua companhia - a Tanztheater Wuppertal - nos tem visitado, enchendo páginas de jornais e esgotando salas.

Infelizmente, nunca tinha tido a oportunidade de ver a sua criação em palco... até há poucos dias atrás, graças à feliz iniciativa do CCB e do Teatro S. Luiz, que organizaram uma espécie de festival inteiramente dedicado à coreógrafa; e ao Mikey, que me ofereceu um bilhete.
Lisboa rendeu-se novamente a Pina Bausch... e eu também.

A Sagração da Primavera (1975)

Na noite de 4ª feira, o convite do Teatro S. Luiz era irrecusável. No Jardim de Inverno, iria ser exibida a peça "A Sagração da Primavera", por Pina Bausch, em registo de vídeo, com apresentação e debate dirigidos por Olga Roriz e Rui Horta. A entrada foi gratuita e o S. Luiz estava realmente de parabéns, pela oportunidade que estava ali a ser criada. A sala estava cheia, para uma noite de celebração - não só da arte da coreógrafa alemã, como também da Dança.

"A Sagração da Primavera" nasceu da vontade do compositor russo Igor Stravinsky em recriar um ritual pagão, perdido algures na nossa pré-história, através de uma partitura produzida para bailado. Corria a 1ª década do século XX e sentiam-se os primeiros desafios à ortodoxia do ballet clássico, pela mão de artistas como Vaslav Nijinsky. Seria ele mesmo a coreografar e a apresentar a obra pela 1ª vez, em 1913, no Théâtre des Champs-Élysées de Paris, sob o título "Le Sacre du Printemps: Tableaux de la Russie Païenne". As reacções foram de choque, perante uma estranha linguagem que rompia com a noção romântica do bailado: posturas rígidas e angulares, movimentos assimétricos e agressivos, o corpo no seu estado cru. Estava lançada a semente que iria revolucionar os cânones artísticos da época e culminar naquilo que hoje conhecemos como Dança Moderna ou Contemporânea.


Desde então, vários artistas reinventaram a obra de Stravinsky. Em 1975, seria a vez de Pina Bausch, que decidiu pegar na partitura original e moldá-la à sua visão.
O resultado foi uma peça minimalista e profundamente símbólica. Nela, somos transportados à condição original de seres descendentes da Terra, pela linguagem rígida dos membros inferiores do corpo, pela mistura da pele com a terra sobre a qual dançam os bailarinos. Nessa condição, somos seres que se elevam na experiência espiritual. Tronco e membros superiores contorcem-se em êxtase shamânico, para tudo culminar numa fusão cósmica: o sacrifício, o sangue, o vestido vermelho.
O momento final, o solo da "escolhida", é perturbador e absolutamente poderoso: o corpo é humano e animal selvagem, crescendo em agonia feroz e visceral, até sucumbir na morte. Após a exibição, Rui Horta contar-nos-ia que a bailarina havia realmente desmaiado, durante a gravação da peça.


Saí do teatro com a respiração suspensa. Finalmente tinha entendido a força criativa de Pina Bausch, que para mim havia cumprido um dos reais propósitos da Arte: o de nos ligar ao Divino.

Masurca Fogo (1998)

Depois do aperitivo, o tão esperado prato principal: ia finalmente assistir ao meu primeiro espectáculo do Tanztheater Wuppertal, ao vivo. Justamente o último deste "festival", num Grande Auditório do CCB totalmente esgotado. A despedida teria que ser em grande - que é o mesmo que dizer com "Masurca Fogo", obra concebida especialmente para a Expo 98 (há precisamente 10 anos atrás), através da qual Pina Bausch nos mostra a sua percepção de Lisboa.

Nesta obra, Bausch rompe as convenções formais, até mesmo do próprio conceito de espectáculo de dança, para montar uma obra multidimensional, dir-se-ia completa. "Masurca Fogo" é expansivo, teatral, musical, colorido, burlesco, festivo, terrivelmente sensual e incrivelmente humorístico.
No conteúdo, "Masurca Fogo" é alma portuguesa no seu estado clássico: o fado, o mar, a saudade, a Lisboa-mulher (a peixeira, a prostituta, a coquete ou a velhinha de preto que nos cumprimenta com um "Adeus" em vez de um "Olá") e o macho latino (o marialva, o galã apaixonado ou o compadre a jogar à malha). Mais ainda, são os espaços do quotidiano (a praia, a cidade, o bairro, o restaurante), os símbolos (a bica e o cigarro, a galinha e o alguidar) e a multiculturalidade (a morna de Cabo-Verde, o samba do Brasil).


E claro, é movimento, através de composições coreográficas enérgicas e vanguardistas, de tirar o fôlego... a dança contemporânea no melhor esta que nos pode oferecer. O final é memorável, com uma homenagem ao Amor, aquilo que temos de mais essencial.

Foi esta a marca que ficou, no momento em que as luzes se acenderam. Era inevitável, a ovação de pé. O que eu não esperava era ver a própria Pina Bausch entrar em cena, para retribuir o nosso agradecimento. Foi um momento de comoção, cuja vibração se sentiu na pele.

Obrigado Pina Bausch e Mikey, por terem tornado tudo isto possível para mim.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

terça-feira, 6 de maio de 2008

Re:

Poemas que se colam ao momento que vivemos

A espantosa realidade das coisas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada coisa é o que é,
E é difícil explicar a alguém o quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.

Este pequeno excerto de um poema de Alberto Caeiro (ou Fernando Pessoa, se preferirem) é perfeito para descrever o que, neste momento, é a minha perspectiva de vida. O que eu mais quero é apreender a realidade das coisas, no seu aspecto mais simples e essencial. Sempre que o consigo, é espantoso. Sinto uma alegria comovente pela cada vez maior construção de sentido e sinto gratidão pela oportunidade de expandir a minha consciência.

(retirado do teu blog)

Releio o teu post e surgem-me à memória os momentos em que sonhava a minha felicidade, junto de alguém que sentisse a Vida assim mesmo, como tu sentes.
Sonhava uma sintonia que ultrapassasse a fisicalidade, algo maior que alguma vez tivera.
Queria acreditar que sim, que era possível, que o merecia. Por isso, continuava a sonhar com alguém que sentisse a Vida assim mesmo, como eu sinto.

Salto até ao momento presente para me relembrar que a nossa capacidade de co-criação é tão real, tão mágica, que só posso sentir essa Alegria comovente.
Uma Alegria que ressoa em cada célula do meu corpo.

Quem diria?

Ver Justin Timberlake (na minha opinião, a personagem masculina mais cool da actual geração pop) e Madonna a actuar juntos em palco é um verdadeiro regalo para os sentidos.

Assim foi no passado dia 30, no Roseland Ballroom de Nova York.
nm

Escusado será dizer que já devo ter visto esta performance umas 37 vezes.

Hard Candy rules!

Uma semana depois do lançamento de "Hard Candy", surgem as primeiras conquistas nos tops por este mundo fora. Posto isto, o novo album de M entrou directamente para nº 1 nos seguintes países:

Austrália
Estónia
Finlândia
França
Holanda
Suécia
e Reino Unido, onde "4 Minutes" continua a liderar o top dos singles, pela 3ª semana consecutiva! O verdadeiro "2 em 1".

Comentários? Hooooooorrray!...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Feliz aniversário, querida Helena!

A Helena é uma casinha de chá: acolhedora, elegante e muito, muito terna.


Que a tua força criativa continue a guiar-te e a inspirar-nos a todos.

ADORO-TE!

sábado, 3 de maio de 2008

Veneer (José González)

Ouvi pela primeira vez este rapaz de 29 anos, de origem sueca e ascendência argentina, no álbum "The Garden", dos Zero7.

Pelo aniversário do Fred, a Joana ofereceu um bilhete para irem ver um tal de José González na Aula Magna, num concerto pelo qual ansiavam há muito. Foi então, numa noite recente em que o Fred colocou o album "Veneer" no mp3, enquanto se cozinhava o jantar, que eu identifiquei a mesma voz, inconfundível, que dá corpo e textura às magníficas composições dos Zero7. A voz ganhou nome e fez-me querer ouvir este album com mais atenção.

Não é preciso dissertar muito sobre "Veneer". Pode-se mencionar o poder da sua simplicidade (uma voz e uma guitarra, apenas) ou a aura de melancolia, a lembrar trovadores como Nick Drake e Cat Stevens.

Mas basta dizer que este é um conjunto de canções lindíssimas. Basta isto.

Uma bela visão do (meu) futuro

Findo o dia de trabalho, cheguei a casa com vontade de fazer limpezas. Em 2 horas e meia, tratei do meu quarto e da casa de banho, aspirei a casa e lavei a loiça.

Gosto de fazer limpezas porque, tal como no exercício físico, encontro uma oportunidade para meditar. E hoje, enquanto esfregava a sanita, deixei-me transportar para um momento futuro que espero estar bem próximo: aquele em que me encontrarei na minha nova casa, no espaço que será só meu, a nutri-lo com a minha energia, o meu Amor e as minhas limpezas.

E assim será.

Uma bela visão do futuro

Recentemente, o governo holandês desafiou vários profissionais do Design para conceberem ideias para novos estilos de turbinas eólicas, no intuito de encontrar novas harmonias com a paisagem natural - seguindo um caminho desbravado no início do século passado, pelo visionário Frank Lloyd Wright.

Um dos resultados tem a assinatura do colectivo 100MW Mountains, que nos apresenta a imagem de um futuro tangível que, seguramente, aquece o coração daqueles que se preocupam pela saúde do nosso Planeta.