terça-feira, 6 de maio de 2008

Re:

Poemas que se colam ao momento que vivemos

A espantosa realidade das coisas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada coisa é o que é,
E é difícil explicar a alguém o quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.

Este pequeno excerto de um poema de Alberto Caeiro (ou Fernando Pessoa, se preferirem) é perfeito para descrever o que, neste momento, é a minha perspectiva de vida. O que eu mais quero é apreender a realidade das coisas, no seu aspecto mais simples e essencial. Sempre que o consigo, é espantoso. Sinto uma alegria comovente pela cada vez maior construção de sentido e sinto gratidão pela oportunidade de expandir a minha consciência.

(retirado do teu blog)

Releio o teu post e surgem-me à memória os momentos em que sonhava a minha felicidade, junto de alguém que sentisse a Vida assim mesmo, como tu sentes.
Sonhava uma sintonia que ultrapassasse a fisicalidade, algo maior que alguma vez tivera.
Queria acreditar que sim, que era possível, que o merecia. Por isso, continuava a sonhar com alguém que sentisse a Vida assim mesmo, como eu sinto.

Salto até ao momento presente para me relembrar que a nossa capacidade de co-criação é tão real, tão mágica, que só posso sentir essa Alegria comovente.
Uma Alegria que ressoa em cada célula do meu corpo.

1 comentário:

Anónimo disse...

Viva a co-criação!